Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB acusado de ligações com o PCC em SP.
Reprodução/Instagram
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) anunciou o lançamento da pré-candidatura de Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, para a Presidência da República. Avalanche é presidente nacional da sigla.
Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" apontava que ele dizia em áudio, gravado por integrantes da própria legenda, em que dizia ter ligações com a facção criminosa.
"A primeira coisa, quando eu vi pelo noticiário, eu encaminhei para ele [Avalanche] e falei: 'O quê é isso?' Ele respondeu e falou que é uma montagem e é difícil fazer um juízo de valor. Se confirmou e tiver de fato, se isso é uma conversa fiada, que ele apresente as declarações dele, ele mesmo tem que se defender. Eu não estou defendendo ele, tá?', disse Marçal, em entrevista ao g1, quando questionado durante a campanha sobre os áudios.
Também em 2024, Avalanche foi acusado de ameaçar de morte dirigentes do partido para abrir espaço a aliados. Ex-vice-presidente diz ter sido obrigada a renunciar para não "frequentar cemitério". Na oportunidade, defesa de Avalanche diz que "alegações são vazias e destituídas de provas".
Em janeiro deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou Avalanche e propôs a instauração de uma ação penal por "crimes cometidos entre fevereiro e abril de 2024 para assumir o controle da legenda".
Segundo a denúncia do promotor Reanto Kim Barbosa, o grupo político liderado por Avalanche orquestrou uma fraude na eleição interna do PRTB, realizada em fevereiro de 2024.
"Para garantir a vitória, houve o recrutamento de dezenas de pessoas que se passaram falsamente por fundadores da agremiação. Esses indivíduos utilizaram cédulas de identidade falsificadas, com suas fotos e dados de fundadores reais, sendo instruídos a treinar assinaturas para enganar a fiscalização da Justiça Eleitoral e votar nas urnas eletrônicas", diz a denúncia.





