Região de Campinas contabiliza casos com tiros em cidades em 2026
A quantidade de casos de tiroteios em 2026 tem trazido sensação de insegurança a moradores da região administrativa de Campinas (SP). De acordo com levantamento da EPTV, emissora afiliada da TV Globo, foram pelo menos 11 ocorrências neste ano.
As ações mais recentes aconteceram nesta segunda-feira (12). Em Mogi Mirim (SP), um comerciante de 26 anos morreu baleado ao entregar celular vendido pela internet.
Já no distrito de Sousas, em Campinas (SP), dois homens morreram durante uma troca de tiros após uma perseguição envolvendo uma caminhonete roubada.
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As ocorrências chegam a "traumatizar" os moradores, como aconteceu com o aposentado Wanir Salvador da Silva. Ele reside há 73 anos no bairro Taquaral, em Campinas, e ouviu os disparos durante uma tentativa de roubo a um bar, em maio de 2026.
"Houve três tiros no estabelecimento e o dono do bar foi ferido. Dá medo de a gente ser atingido também, né?", comentou.
"Isso aí é uma coisa que deixa a gente muito preocupado. Até para dar uma volta, que a gente dava à noite, a gente não vai mais", completou.
O pedreiro Jordão dos Santos afirmou que a população corre risco assim que sai de casa. "O ideal não é nem acontecer, entendeu? Mas infelizmente nós estamos propícios a certas coisas que podem acontecer", disse.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) apontou queda nos índices de criminalidade patrimonial na região de Campinas "com reforço do policiamento ostensivo, intensificação das investigações e ações estratégicas" — entenda os dados abaixo.
A pasta ainda ressaltou que todos os casos registrados são rigorosamente investigados pela Polícia Civil para identificar os autores e recuperar os bens subtraídos.
Por fim, dados são analisados para adequações do planejamento com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade, combater o crime e ampliar a sensação de segurança da população.
Pelo menos 11 casos
Viatura da Guarda Municipal de Indaiatuba levou 12 tiros durante ocorrência em junho
Helen Sacconi/EPTV
O levantamento realizado pela EPTV encontrou pelo menos 11 ocorrências que envolveram disparos com arma de fogo em 2026. Esses casos podem ser trocas de tiros durante operações ou tentativas de roubo e assalto.
Campinas – 2 de fevereiro: Um motociclista teve sua moto roubada na Avenida Engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza. Dois policiais de folga estavam no local e tentaram intervir na situação. Foram efetuados disparos, mas ninguém foi atingido.
Hortolândia – 22 de fevereiro: um homem morreu e um adolescente foi apreendido após um roubo a um caminhão de entregas. O homem que morreu trocou tiros com a Polícia Militar;
Campinas – 28 de abril: um homem foi baleado na cabeça e atropelado após tentar impedir a fuga de assaltantes no Centro;
Campinas – 21 de maio: duas pessoas foram baleadas durante uma tentativa de roubo a um bar na região do Taquaral;
Mogi Guaçu – 2 de junho: em uma tentativa de roubo, cinco criminosos invadiram a casa e houve troca de tiros com o proprietário do imóvel;
Indaiatuba – 8 de junho: perseguição da Guarda Municipal a um trio fortemente armado com fuzis, submetralhadora e pistolas;
Limeira – 17 de junho: um homem morreu e outro foi preso após uma troca de tiros com a Polícia Militar, no bairro Abílio Pedro;
Campinas – 28 de junho: dois homens, de 39 e 40 anos, foram baleados dentro de um mercado no Jardim Marisa. As vítimas estavam no caixa quando um carro passou pelo local e os criminosos começaram a atirar;
Sumaré – 7 de julho: um homem de 25 anos morreu após uma troca de tiros em uma loja de colchões na Avenida Rebouças. Ele tentava roubar o estabelecimento, mas o dono possuía uma arma;
Campinas – 12 de julho: dois homens morreram baleados após uma perseguição envolvendo uma caminhonete roubada terminar no distrito de Sousas;
Mogi Mirim – 12 de julho: um comerciante de 26 anos morreu baleado em uma tentativa de assalto no Parque das Laranjeiras.
Recomendação é não reagir
Imagem de arquivo de troca de tiros em Campinas
Reprodução/EPTV
O advogado criminalista Pedro Costa destacou que o uso da arma de fogo pela polícia acontece em último caso, quando há risco à integridade tanto de agentes — em legítima defesa — quanto da população.





