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Mulher que se passava por criança também aplicou golpes no Paraná, conclui polícia; investigação foi reaberta após prisão em SC

Mulher presa por fingir ser criança é reconhecida no Paraná
A Polícia Civil concluiu que Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, também aplicou golpes no Paraná. Ela foi indiciada na última sexta-feira (10) pelo crime de estelionato, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

As investigações do caso foram reabertas no começo de junho, depois que integrantes de um grupo de oração do Paraná reconheceram a mulher quando ela foi presa em Santa Catarina por se passar por uma adolescente de 12 anos.
Eles dizem que também foram vítimas dela, quando, em 2021, ela se passou por uma jovem de 13 anos com câncer terminal e tirou dinheiro deles. Entenda abaixo.
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O caso foi registrado em um Boletim de Ocorrência em 2022 e um inquérito foi instaurado em dezembro do mesmo ano. Segundo a Polícia Civil, a equipe policial investigou a situação, mas, naquele momento, não foi possível chegar à autoria do crime.

Com o surgimento de novas informações a partir da prisão em Santa Catarina, a Polícia Civil intimou as vítimas de Colombo para que fizessem o procedimento de reconhecimento da suspeita.
A mulher, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, disse à família catarinense que se chamava "Gabriele". Já para os paranaenses, ela usava o nome "Emily".

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela viveu por 14 meses na casa de uma família após alegar ter fugido de maus-tratos no Pará. A ata da audiência de custódia mostra que a investigada se aproximou da família por intermédio de um pastor da igreja. Inicialmente, declarou ter 18 anos, experiência em panificação e que buscava emprego.
Com o passar do tempo, no entanto, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que motivou o casal a acolhê-la temporariamente em casa. Após conquistar a confiança da família, a mulher teria alterado sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos.
O casal, então, se sensibilizou e permitiu que ela passasse a morar com eles. Acreditando na condição de vulnerabilidade infantil apresentada por ela, o pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de 12 anos para a menina comemorar o suposto aniversário.
A investigação aponta que a suspeita aplicou golpes semelhantes em ao menos outros sete estados.
Em depoimento à Polícia Civil catarinense, Amanda Maria Souza de Oliveira confessou ter aplicado o mesmo golpe em outros cinco estados: Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará. Um caso em Natal (RS) também veio à tona.
Em Santa Catarina, as investigações foram concluídas e ela se tornou ré pelos crimes de falsa identidade e estelionato.
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