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Como a postura do tutor influencia o comportamento do cachorro em casa

Latidos excessivos, ansiedade, destruição de objetos e dificuldade em obedecer comandos costumam ser interpretados de forma errada por tutores de cachorro no cotidiano, que costumam categorizar os atos como simples “desobediência”. Na maioria das vezes, esses comportamentos incômodos são sinais de falhas na comunicação direta entre tutor e pet.

Como os cães não se comunicam por palavras, os tutores enfrentam barreiras diárias por não compreenderem que os animais realizam a leitura do mundo por meio da energia, dos gestos, das emoções e da rotina de seus “parentes humanos&#8221. 

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Veterinário orienta como aquecer pets idosos e evitar dores no inverno Segundo André Cavalieri, especialista em comportamento canino, o segredo da convivência pacífica está em aprender a falar a “língua do cão&#8221. Ele explica que focar apenas em dar ordens verbais sem um critério anterior não traz os resultados esperados.

“Antes de ensinar comandos, é preciso alinhar intenção, emoção e ação. O cão lê o mundo pelo comportamento do tutor, não somente pelo o que ele fala”, pontua o profissional.
Ao entender os canais de percepção do pet, fica muito mais simples ajustar os hábitos diários e criar um ambiente seguro. 
A mudança na convivência começa a partir do tutor. A postura e a estabilidade emocional dos donos refletem diretamente nas reações do pet
Cachorro aprende e repete comportamento do tutor
A transformação na convivência começa necessariamente pela autoanálise do comportamento e do estado psicológico do  tutor. O tom de voz adotado, os movimentos corporais bruscos e até o estresse acumulado no trabalho são transmitidos diretamente para o pet no cotidiano.

“Os cães não entendem discurso; entendem energia, postura e emoção. Um tutor ansioso tende a gerar um cão ansioso. Um tutor agressivo pode gerar um cão agressivo ou extremamente medroso&#8221. comenta André Cavalieri.
Na fase inicial de ajuste, diminuir o “falatório excessivo” é uma estratégia fundamental para obter a atenção do animal.

Muitos erram ao insistir em comandos repetitivos e longos, o que gera ruído e confunde a mente do cachorro em vez de trazer clareza. “Um olhar firme, uma pausa consciente ou um redirecionamento corporal bem feito comunicam muito mais&#8221. analisa o especialista.  
Uma rotina previsível de passeios e alimentação ajuda os tutores a estabelecerem limites claros e a reduzirem o estresse dos pets
Regras claras, rotina e gasto de energia
Depois de alinhar a postura pessoal, o passo seguinte na ordem do aprendizado é a estruturação física e prática do ambiente em que o animal vive.

Estabelecer regras serve para que o cão se sinta seguro e calmo. “Amar um cão não é permitir tudo, é oferecer regras claras e consistentes. Se hoje subir no sofá é permitido e amanhã não é, o cão não está testando limites, ele apenas tenta entender um sistema que muda o tempo todo&#8221. diz André, reforçando a necessidade de manter a constância.  
Além dos limites impostos ao pet, horários bem definidos para comer, passear e descansar também funcionam como uma ferramenta de comunicação emocional. Caso esse relógio biológico esteja alinhado, é possível diminuir a frustração e evitar distúrbios comportamentais.
O gasto de energia física e mental não deve ser visto como um agrado desnecessário ou fútil, e sim como uma obrigação diária dos tutores para liberar o estresse do pet. “Nenhuma comunicação funciona se o cão está com excesso de energia física ou mental acumulada&#8221. comenta André.
Ao decifrar sinais como latidos, bocejos e desvios de olhar, tutores conseguem entender as necessidades do animal e fortalecer a conexão
Aprenda a ouvir os sinais do animal
O estágio final e mais maduro da comunicação é baseado na capacidade do tutor de decifrar as respostas que o cachorro envia de volta. O diálogo só é pleno quando o humano deixa de apenas ditar ordens e passa a escutar os sinais corporais discretos do seu pet. Ignorar manifestações físicas comuns do animal, como bocejos frequentes, desvios repentinos de olhar, alterações na respiração e a velocidade dos movimentos corporais sabota a evolução do aprendizado.
Quando os tutores se tornam atentos e respeitosos, o comportamento geral do pet melhora sem a necessidade de punições.

A parceria se consolida com base no respeito mútuo aos limites de cada espécie. “Quando o tutor aprende a observar, respeitar e se comunicar de forma clara, o comportamento melhora naturalmente. Comunicação não é controle, é conexão”, conclui André Cavalieri, sócio-fundador da Dog Corner.

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