A mudança marcou uma nova fase para o grupo, que passou a criar composições próprias e construir uma identidade ligada ao rock alternativo e ao indie rock.
Com o tempo, a formação mudou. Alguns integrantes seguiram outros caminhos, mas Caio César permaneceu desde o início. Hoje, a banda tem Caio no vocal, João Djalma no baixo, Iann de Magalhães na bateria e Bayron Jardim na guitarra.
Da direita para esquerda: Iann Magalhães, João Djalma e Bayron Jardim. Ao centro, Caio César.
Arquivo pessoal/Ind'go
A Índ'go mistura influências do rock alternativo e do indie rock com elementos da cultura amazônica. A identidade aparece nas artes dos singles, nas letras e em referências ao marabaixo, ao batuque e ao brega.
"A gente traz as nossas vivências urbanas regionais. Tem o sotaque cantando, tem referências rápidas aos ritmos daqui. Tudo isso molda o nosso som", explica Caio.
Depois de anos de trajetória, o vocalista reconhece que fazer rock autoral no Amapá continua sendo um desafio. Segundo ele, o público ficou mais segmentado, os espaços para ensaio diminuíram e muitos bares ainda mantêm valores de cachê abaixo do mercado.
Mas, apesar das dificuldades para manter uma banda de rock, a Índ'go continua criando e levando composições ao público.
"O lance é resistir, tocar sempre que conseguir, ter nosso próprio nicho, divulgar e continuar se divertindo. Acima de tudo, o rock é sobre diversão, contar histórias, angústias, falar de amor, criticar algumas coisas e mostrar o universo que é cada ser humano", diz.
Para Caio, a força da cena independente vem da dedicação dos artistas que criam, divulgam trabalhos e encontram caminhos para manter o rock presente no Amapá.
"A cena daqui talvez não tenha a estrutura dos grandes centros, mas justamente por isso ela acaba sendo muito verdadeira. As bandas fazem shows porque acreditam no que criam, dividem equipamentos, músicos quando necessário, organizam os próprios eventos e constroem um público fiel aos poucos."
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