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Trotes ao Samu no 1º semestre de 2026 já superam todo o ano de 2025 em Juiz de Fora

Central de Regulação do Samu em Juiz de Fora
Samu/Divulgação
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou aumento no número de trotes em Juiz de Fora. Segundo o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (Cisdeste), as ligações falsas feitas nos primeiros seis meses de 2026 já superaram o total registrado em todo o ano passado.
De 1º de janeiro a 30 de junho de 2026, a central do Samu recebeu aproximadamente 865 trotes. Em todo o ano de 2025, o órgão contabilizou 731 ocorrências desse tipo.
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Atualmente, as chamadas falsas representam cerca de 3% do total de ligações atendidas pelo serviço em 2026.
Apesar de o percentual parecer baixo, o Cisdeste reforçou que a meta é chegar ao índice zero, já que cada linha ocupada por um trote pode impedir o atendimento de quem realmente precisa de socorro.
"Cada ligação falsa ocupa nossos profissionais e pode significar o atraso no atendimento de uma pessoa que realmente precise de socorro", alertou o diretor técnico do Cisdeste, Homero Calderaro.
Estrutura mobilizada à toa
O Cisdeste explicou que adota o protocolo de tratar todas as ligações recebidas como uma emergência real.
O fluxo de atendimento mobiliza diversos profissionais:
Um técnico auxiliar de regulação médica faz a primeira triagem;
O caso passa pela avaliação do médico regulador quando necessário;
A equipe define se uma ambulância será enviada ao local.
"Toda chamada é atendida com seriedade. Quando descobrimos que se trata de um trote, já houve desperdício de um recurso que poderia ser utilizado para orientar ou atender uma emergência real. Em situações como infarto, AVC, parada cardiorrespiratória ou trauma grave, cada minuto faz diferença. Um trote pode, literalmente, custar uma vida", reforçou Homero Calderaro.
Redução histórica
Apesar do número de trotes em 2026, o diretor do Cisdeste relembrou que o cenário já foi pior. No início das atividades do consórcio, os trotes representavam 15% do volume total de chamadas.
Conforme Homero, a redução pode estar ligada à substituição dos orelhões pelos telefones celulares, uma vez que a mudança facilitou a identificação da origem das chamadas e permitiu a responsabilização dos autores.
Ações educativas e conscientização nas escolas
Para combater o problema, o Cisdeste informou que aposta em ações educativas contínuas, como campanhas institucionais e palestras para crianças e adolescentes em escolas da região.
A direção do consórcio reforçou que o telefone 192 deve ser utilizado exclusivamente em situações de urgência e emergência e pediu a colaboração da população de Juiz de Fora.
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