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Mito de identificar cobra coral pela ordem das cores traz risco grave

A famosa regra baseada na sequência de cores dos anéis para diferenciar a coral verdadeira da falsa não funciona no Brasil e pode representar um perigo grave para a população. Muitos dos mitos populares aplicados no dia a dia foram criados ou traduzidos de países que têm uma fauna de répteis completamente diferente da nossa. 

“As corais-verdadeiras têm dentes pequenos, mas eles ficam localizados na parte da frente da boca, e não atrás&#8221. aponta o biólogo. Além disso, o veneno apresenta moléculas pequenas que são absorvidas rapidamente pelo organismo, mesmo em mordidas superficiais. 
A ação dessa substância no corpo humano é predominantemente neurotóxica, o que significa que ela atua agredindo diretamente o funcionamento do sistema nervoso. O processo interrompe a comunicação entre os nervos e os músculos, fazendo com que a vítima perca progressivamente a capacidade de controlar os movimentos corporais. 
Os primeiros sintomas graves envolvem visão embaçada, pálpebras caídas e dificuldade para falar. Sem o socorro adequado com o soro antielapídico, a paralisia pode atingir o diafragma e levar à insuficiência respiratória.
Por ter hábitos fossoriais, a cobra coral costuma viver escondida sob folhas e troncos
Onde vivem e o protocolo correto de primeiros socorros
A maioria das corais vivem escondidas sob folhas secas, troncos caídos, pedras e galerias subterrâneas, tendo hábitos fossoriais ou semifossoriais, vivendo escondidas embaixo da terra ou passando grande parte do tempo enterradas. 
Os encontros com os humanos são mais frequentes em áreas da Amazônia e da Mata Atlântica do que no Cerrado, ocorrendo em chácaras e zonas periurbanas.

Caso uma cobra seja avistada no quintal, o morador deve afastar crianças e pets, e ligar para o Corpo de Bombeiros ou para a Polícia Militar Ambiental para fazer o resgate seguro do bicho.
Se um acidente acontecer, a vítima deve manter a calma, lavar o ferimento com água e sabão e correr para um hospital de referência imediatamente. Práticas como fazer torniquete, cortar o local da picada, sugar o veneno ou aplicar pó de café e pomadas são totalmente proibidas.

Também não se deve tentar capturar o réptil para levar ao médico, pois os profissionais de saúde definem o tratamento com base nos sintomas clínicos apresentados no exame hospitalar.

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