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Do preconceito ao topo das paradas musicais: Dia do Funk celebra força do gênero que ganha festival inédito em Bauru

🎶 Importância e expectativas
Gustavo Cotrim atua como promotor de eventos e fala sobre o evento que acontece em Bauru no dia 22 de agosto
Cristiano Marquesini
Com quatro artistas confirmados, o Funk in Bauru reconhece a demanda que o gênero musical possui.

Para Gustavo, a existência do projeto solidifica a relevância do ritmo, que é consumido tanto nas capitais quanto no interior.
“Trazer um line-up focado, com nomes fortes como Joãozinho VT, Tuto, Kako e Rodolfinho mostra que o gênero tem força para sustentar um festival inteiro sozinho, sem precisar estar "escondido" como uma atração secundária em eventos de outros estilos”, destaca.
Como funk desbancou sertanejo e se tornou maioria no Top 10 do Spotify
Em relação ao evento a expectativa é grande devido ao consumo dos fãs bauruenses.
“O público de Bauru e região é extremamente caloroso e consome muito o trabalho desses quatro artistas”, acrescenta.
🎤 Marginalização do funk
MC Carol é um dos principais nomes do funk carioca Divulgação
Nomes como MC Carol, no Rio de Janeiro, e MC Hariel, em São Paulo, relatam os ataques que a música funk recebe.

Em “Delação Premiada”, hit de 2016, a cantora aborda a brutalidade policial contra as pessoas que moram na favela e a discriminação racial.
“A marginalização do funk não é uma novidade, na história todo movimento cultural de origem periférica, como já aconteceu com o samba e o próprio rap, enfrenta forte resistência e preconceito por parte da sociedade tradicional”, avalia Gustavo.
🎧 Gênero está entre os mais consumidos do país
Funk está entre os gêneros mais escutados do país, segundo plataforma de áudio
Spotify/Reprodução
Embora existam tantos críticos das letras e da sonoridade funk, a realidade nas plataformas de áudio é diferente.

Em um dos principais agregadores de músicas, de acordo com levantamento feito na sexta-feira (9), três das dez canções mais ouvidas no país eram de nomes do gênero: com “Cuida do Pet” e “Pau Pra Toda Obra”, configurando entre as cinco primeiras posições.
“O ataque muitas vezes reflete o preconceito de classe e da elite contra a realidade, as gírias e a estética que vêm da periferia”, analisa o produtor de eventos.
“Eventos grandes e organizados destacando o funk ajudam a quebrar essa barreira, mostrando o profissionalismo e a seriedade por trás do movimento”, reflete.
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*Sob a supervisão de Mariana Bonora.

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