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Transplante de células tem resultado promissor para tratar Parkinson

Em quadros de Parkinson, o paciente sofre a perda progressiva de células produtoras de dopamina no cérebro. A falta delas, por consequência, é o que causa os sintomas característicos da doença como comprometimento do controle motor, tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos.
Um novo estudo internacional propõe agir justamente na raiz do problema: transplantar células progenitoras de dopamina provenientes de células-tronco para a área cerebral. Atualmente, o tratamento é realizado através de medicamentos que repõem o neurotransmissor no cérebro, porém os efeitos se tornam menos efetivos ao longo do tempo e provocam efeitos colaterais.

O Parkinson é uma condição crônica e progressiva causada pela neurodegeneração das células do cérebro.
Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo tenham Parkinson.
A ocorrência é mais comum entre idosos com mais de 65 anos, mas também pode se manifestar em outras idades.
A doença atinge principalmente as funções motoras, causando sintomas como: lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremores.
Os pacientes também podem ter: diminuição do olfato, alterações do sono, mudanças de humor, incontinência ou urgência urinária, dor no corpo e fadiga.
Cerca de 30% das pessoas que vivem com Parkinson desenvolvem demência por associação.

 Transplante de células reduz dependência de medicamentos para Parkinson
Os resultados foram obtidos de testes realizados em oito pacientes diagnosticados com a doença. Todos receberam o produto celular transplantado em duas doses distintas, além de imunossupressão por um ano para evitar a rejeição do enxerto. De todos, apenas um indivíduo não completou o experimento, pois faleceu em decorrência de uma infecção pulmonar sem relação com a terapia por células.
O procedimento foi bem tolerado e todos participantes estiveram estáveis durante os testes. Exames posteriores mostraram que o  produto celular transplantado sobreviveu tanto aos seis quanto aos 12 meses após a operação. Ao final, seis dos sete indivíduos tiveram redução substancial do uso de medicação dopaminérgica.
No tratamento testado, o objetivo é trocar as células produtoras de dopamina do cérebro já afetadas pela doença através do transplante com células progenitoras de dopamina provenientes de células-tronco. Com a substituição, os novo produtos celulares vão amadurecendo e se transformando em novas células de melhor funcionamento, o que ajuda a diminuir os sintomas do Parkinson.
Apesar dos resultados promissores, a evolução clínica dos pacientes tratados na pesquisa será avaliada ao longo do tempo. Caso tudo saia dentro do esperado, a expectativa é que novas pesquisas mais abrangentes sejam realizadas.

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