Com o passar do tempo, toda sociedade está propensos a ter perda auditiva. A diminuição na capacidade de escutar faz parte de um processo natural do organismo e estima-se que, a partir dos 50 anos, o indivíduo tende a reduzir, em média, 1% da qualidade da audição por ano. No entanto, o problema começa quando o prejuízo é demasiado e passa atingir outras áreas do corpo, como a aptidão cerebral.
Para funcionar de maneira plena, o cérebro precisa que todos os cinco sentidos (visão, tato, olfato, paladar e audição) estejam na mesma sintonia. A diminuição na capacidade de algum deles pode provocar prejuízos. A escuta prejudicada, em especial, reduz os estímulos de percepção do mundo ao redor, provocando uma menor atividade em certas regiões cerebrais.
Diminuição de interação com a família;
Isolamento;
Assistir televisão e/ou escutar vídeos com volume acima do normal;
Solicitar com frequência que os outros repitam o que disseram ou sejam mais claros.
“A própria convivência familiar costuma mostrar esses sinais, indicando que o paciente merece uma avaliação especializada. Quanto mais precoce for o diagnóstico da perda auditiva, menor será a chance de desenvolvimento de quadros de demência no futuro”, aponta a otorrinolaringologista.
Tratamento para a condição ainda é um tabu
Mesmo que haja a detecção de perda auditiva, há tratamento para a condição. No entanto, antes de chegar ao ponto de iniciá-lo, ainda há muitos tabus em volta do tema. Como atinge especialmente o público idoso e necessita do uso de aparelhos auditivos, algumas pessoas se sentem constrangidas de usar o dispositivo e evitam a adesão dele.
Por outro lado, a existência de mais modelos minimalistas ajudam a diminuir a rejeição e aumentam o consentimento da utilização dos aparelhos auditivos, uma medida eficaz para redução do risco de demência.
“Tratar a perda auditiva pode reduzir em até 7% os fatores de risco modificáveis para demência. Quando bem indicado, o uso destes aparelhos é crucial para diminuir o risco de demência de maneira relevante”, ressalta o neurologista.





