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Márcio Canella: Moraes manda soltar ex-prefeito de Belford Roxo preso com fuzil durante operação da PF

Moraes manda soltar ex-prefeito de Belford Roxo, no Rio
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (10) a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, preso em flagrante há três dias com um fuzil durante uma operação da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro.
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Canella é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil e foi preso na terça-feira (7), quando agentes encontraram um fuzil calibre .556 dentro do veículo dele durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne.
Segundo Canella, a arma pertencia ao policial militar responsável por sua segurança. Na decisão, Moraes afirmou que essa alegação ainda precisa ser esclarecida no curso das investigações.
Apesar da soltura, o ministro impôs medidas cautelares ao ex-prefeito. Canella terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte, terá o porte de arma suspenso e poderá responder ao processo em liberdade.
Canella era inicialmente alvo de um mandado de busca e apreensão nesta etapa da Unha e Carne, que mira uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos.
Quem é Canella
Márcio Canella
Reprodução redes sociais
Márcio Canella foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012. Em 2015, se elegeu deputado estadual em 2015 e por 3 mandatos ficou na Alerj.

Nesse período, Canella se licenciou para ser vice do prefeito Waguinho, de Belford Roxo, de 2017 a 2019. Os antigos aliados se afastaram depois das eleições presidenciais de 2022. À época, Canella apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e Waguinho optou por Lula. Em 2024, Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo. O principal adversário dele era o ex-secretário municipal Matheus do Waguinho (Republicanos), sobrinho de Waguinho.

No início de abril de 2026, Canella renunciou ao cargo de prefeito para concorrer ao Senado. Ele é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo deputado estadual Douglas Ruas. No lugar dele, assumiu a então vice-prefeita Mariana Malta.
A operação
PF deflagra a 6ª fase da Operação Unha e Carne
Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense.

Na casa de um dos alvos, em Niterói, a PF apreendeu armas, joias e dinheiro, além de carros de luxo.
A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
As investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à PF pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos.
“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a PF.
A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre relações de agentes públicos com facções criminosas.
Balanço da operação
Apreensões
cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil, em espécie;
1 fuzil de calibre restrito;
9 armas curtas (revólveres e pistolas);
7 computadores;
23 aparelhos celulares;
11 veículos de luxo;
⁠joias e relógios de luxo;
documentos diversos.
Márcio Canella ao chegar à sede da PF no Rio
Ana Paula Jaume/CBN

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