O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (11/7) acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui os documentos que comprovam a aplicação dos cerca de R$ 61 milhões repassados pelo empresário Daniel Vorcaro para a produção do filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada em entrevista à CNN Brasil, ao ser questionado sobre a prestação de contas dos recursos destinados à cinebiografia “Dark Horse”. Em maio, após a divulgação de áudios e mensagens que revelaram a negociação dos repasses, Flávio anunciou que apresentaria um detalhamento dos gastos. A promessa, no entanto, ainda não foi cumprida.
Na época, o senador informou que a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo longa, divulgaria a prestação de contas em até um mês. Até este sábado, porém, os documentos não haviam sido apresentados.
Questionado sobre o assunto, Valdemar disse não ter dúvidas de que Flávio dispõe da documentação.
“Ele deve ter todo [o documento]. Não tenho dúvida disso. Isso foi para os Estados Unidos. Agora precisa ver se ele consegue. Acho que, na situação que o Vorcaro está, ele não tem nem como ter elementos para trabalhar nisso aí. Isso precisava ser o banco para fazer”. afirmou.
O dirigente acrescentou que cabe ao senador decidir se apresentará os comprovantes. “Precisa da justificativa dele? Acho que, se ele quiser, ele apresenta, mas não acompanhei esse assunto”. disse.
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro repassou aproximadamente R$ 61 milhões para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto, foi responsável por negociar e cobrar os recursos junto ao banqueiro.
Na entrevista, Valdemar também defendeu o financiamento do filme e afirmou que os produtores enfrentaram dificuldades para captar recursos antes de recorrer a Vorcaro. Segundo ele, à época da negociação, nem o empresário nem o Banco Master enfrentavam problemas.
“Foi difícil, porque, quando eles foram atrás de dinheiro, eles não tinham recurso. Quando ele foi falar com o Vorcaro, ele não tinha problema. Ele tinha que recorrer a quem tinha recursos. […] Mas, quando ele foi pedir o dinheiro lá, eles tavam dentro da lei”. afirmou.





