MPMS apura impactos na saúde causados por investigados na Operação Gutenberg
Há cerca de cinco anos, uma organização criminosa é suspeita de usar a regulação de vagas, exames e cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul para pressionar prefeitos a comprar livros da Editora Avante. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o acesso aos serviços de saúde era usado como "moeda de troca" nas negociações.
Segundo o MPMS, parte dos repasses ligados ao esquema teria sido direcionada a Ed Carlo Burgatt por intermédio de pessoas próximas, entre elas a filha dele, Jessyca Burgatt. A investigação aponta que ela recebeu depósitos da editora mesmo sem atuação no setor editorial.
O que dizem as defesas?
A defesa de Francisco Anizio dos Santos, Ed Carlo Britto Burgatt, Gabriel Taquino de Paula, Matheus Oliveira Peixoto e Joatan Gomes Peixoto disse que ainda não teve acesso aos autos.
A defesa de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior disse que ainda não teve acesso à íntegra do processo e "tampouco aos fundamentos da decisão, motivo pelo qual qualquer manifestação seria prematura. Tão logo tenha conhecimento dos autos, a defesa se pronunciará pelas vias adequadas".
A defesa Heyder Bartz esclarece que, até o presente momento, não teve acesso formal à decisão que supostamente determinou a expedição do mandado de prisão, razão pela qual não foi possível tomar ciência de seus exatos fundamentos. Contudo, ressalta-se que a defesa já estabeleceu contato voluntário com os agentes e autoridades responsáveis pela condução do caso, colocando o cliente integralmente à disposição da Justica para cooperar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários, sendo informados que eventual intimação chegaria posteriormente em outro momento.





