O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 1,19% em junho, após avanço mais moderado no mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (10/7).
O resultado marca uma retomada do ritmo de crescimento dos custos do setor, impulsionada principalmente pela alta nos preços dos materiais de construção.
Em maio, o índice havia avançado 0,36%, indicando um cenário de desaceleração que foi revertido no mês seguinte. O acumulado no ano totalizou 4,48% e o resultado dos últimos doze meses foram para 7,26%, resultado acima do registrado nos doze meses anteriores, de 6,93%.
A elevação dos custos reflete tanto reajustes em insumos quanto pressões pontuais no setor, ainda que a dinâmica da mão de obra tenha mostrado comportamento mais contido em comparação aos materiais.
Segundo o IBGE, o custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 1.953,08, passou em junho para R$ 1.976,37, sendo R$ 1.114,74 relativos aos materiais e R$ 861,63 à mão de obra.
O Sinapi é a principal referência para o acompanhamento dos custos da construção no país, sendo utilizado como base para orçamentos e contratos de obras públicas e privadas.
Dados da Indústria
O IBGE também divulgou, nesta sexta, dados da produção industrial, que reforçam um quadro mais heterogêneo da atividade econômica.
Em maio, a indústria recuou em 9 dos 15 locais pesquisados, acompanhando a queda de 0,2% na produção nacional frente a abril, o primeiro resultado negativo do ano.
As perdas foram espalhadas por diferentes regiões do país, com destaque para estados como Mato Grosso, Bahia e Amazonas.
Por outro lado, algumas localidades registraram avanço, como Espírito Santo, Ceará e Rio de Janeiro, evidenciando a falta de um movimento uniforme no setor.
O instituto informou que oito dos quinze locais pesquisados apontaram taxas positivas, e os avanços mais acentuados foram observados em:
Goiás, com 2,1%;
Espírito Santo, com 1,7%;
Santa Catarina, com 1,7%;
Ceará, com 1,5%;
Rio de Janeiro, com 1,5%. Por outro lado, as principais baixas foram registradas em Mato Grosso, com baixa de 1,6%, Bahia, com recuo de 1,3%, e Pernambuco, com queda de 1,1%.





