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Artista do DF, Gaivota Naves ganha transformação e emociona a web

Às vezes, precisamos nos reconectar com a própria história para redescobrir a força que carregamos. É o caso da cantora, compositora e atriz Gaivota Naves, que protagonizou um ensaio fotográfico carregado de significado, idealizado por sua madrasta, Cristine Britto, e pelo fotógrafo Anderson Adler, como uma celebração de sua trajetória de superação e renascimento.

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Um post compartilhado por Anderson Adler | Fotógrafo em Aracaju (@andersonadler)

Ao Metrópoles, Anderson conta que sempre gostou de contar as histórias das suas clientes e, por isso, recebe muitas mulheres que passaram por momentos difíceis, como Gaivota. Todas elas acabam tendo um denominador comum: a autoestima.
“Eu uso as artes da fotografia e maquiagem para fazer esse resgate e para que elas nunca esqueçam o quanto são incríveis. Não faço o ensaio por fazer, sempre tem uma história por trás e esse é o fio condutor do meu trabalho.”
Para Gaivota Naves, se ver nesse ensaio diferente, proposto pelo Anderson, foi algo diferente, mas interessante.
“Eu não estava em performance (o que, para mim, é um lugar mais confortável). Foi um momento muito legal de confiança, de troca e de me permitir ser vista e fotografada pelo olhar desse profissional multitalentoso incrível, sem um pré-julgamento&#8221. relata a cantora.
Gaivota Naves
Como surgiu a ideia
Em projetos como esse, a fotografia vai além da estética e se transforma em uma ferramenta de reconstrução pessoal. O fotógrafo Anderson Adler conta que a ideia do ensaio surgiu a partir de um desejo da madrasta de Gaivota Naves, que queria ajudá-la a se enxergar novamente como a mulher bonita e forte que sempre foi.
“Uma parte do ensaio teve o objetivo de destacar e valorizar a beleza natural da Gaivota. Já a outra foi composta por fotos mais artísticas, meio ‘loucas&#8217. que ela também precisava para o seu material de divulgação&#8221. explica.
O vídeo compartilhado no Instagram ultrapassou 1,6 milhão de visualizações e emocionou milhares de internautas. Para o fotógrafo, a repercussão se explica pelo poder que histórias reais têm de criar identificação e despertar sentimentos nas pessoas.
“As pessoas gostam de histórias. Quando a história é algo real, isso toca muito. Automaticamente, um bom ser humano tem empatia. Do mesmo jeito que tem muita gente ruim na internet, tem muita gente boa.”
Gaivota Naves no palco
Mix de sentimentos
Segundo Gaivota Naves, algo que a marcou bastante foi em relação ao olhar. “Me permitir um olhar generoso sobre mim&#8221.
“O ideal de beleza feminino na nossa sociedade machista é algo inalcançável e extremamente violento. Nós, como mulheres, somos obrigadas a acumular funções de formas hercúleas e ainda performar uma beleza que nunca é — e nunca será — suficiente para o padrão.”
Para ela, receber mensagens de carinho foi muito especial e lindo.
“Divas, vocês são incríveis! Obrigada por todo carinho! Agradeço imensamente a todas as pessoas que se sentiram tocadas, que se sentiram mais fortes e me mandaram uma chuva de amor. Desejo que vocês também se sintam cada dia mais lindas, maravilhosas, gostosas, pertencentes, suficientes e icônicas porquê é isso que vocês são.”

Ver essa foto no Instagram  
Um post compartilhado por Gaivota Naves (@gaivotanaves)

Recado para quem está reaprendendo a se enxergar
Para a cantora, compositora e atriz Gaivota Naves, a maior transformação não aconteceu apenas no espelho, e sim na forma de olhar para si mesma. Ao compartilhar sua história, a artista deixa uma mensagem de acolhimento para quem enfrenta inseguranças, cicatrizes e o peso das cobranças estéticas.
“Nós estamos vivas. Isso é muito. Isso é tudo. Falo sobre isso na música Dois, em que reivindico o direito de não apenas sobreviver, mas de afirmar minha existência como legítima e necessária.”
Gaivota Naves antes da transformação
A artista reconhece que o processo de reconstrução é contínuo e que nem sempre é fácil lidar com a sensação de não pertencimento. No entanto, acredita que esses sentimentos são alimentados por padrões irreais impostos pela sociedade.
“Nada está ganho. Muitas vezes, ainda vamos nos sentir estranhas, não pertencentes ou não desejadas, mas isso é uma ilusão criada por uma sociedade que exige um padrão estético feminino inalcançável. E, por vezes, é a nossa própria mente que se torna o nosso maior algoz&#8221. conclui.

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