O advogado Eduardo Vinícius Lopes de Castro, que aparece em um vídeo no qual dá voz de prisão a uma agente do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e ela responde o mandado buscar a ordem do serviço da blitz “no caralho que o parta”, foi alvo de três boletins de ocorrência registrado por duas ex-namoradas na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) com base na Lei Maria da Penha.
Em março de 2020, uma mulher que teve relacionamento com o advogado declarou que foi agredida por Eduardo Castro ao negar pedido dele para reatar o namoro. Segundo ela, o advogado “a pegou pelos braços e a sacudiu, enquanto a xingava de vagabunda e desgraçada”.
Em 2022, a mesma mulher registrou outro boletim acusando Eduardo Castro de perseguição nas redes sociais. Ela declarou que já foi agredida física e moralmente pelo advogado e que vem sendo “perseguida”. A mulher disse que bloqueou o ex, mas Eduardo Castro cria novos perfis fakes para entrar em contato com ela.
Segundo a ex-namorada dele, o advogado mandou mensagem a ameaçando, afirmando que “tá chego a hora de pagar com juros e correção o mal que me causou”, segundo a jovem, em referência ao boletim de ocorrência de 2020.
Em 2021, outra mulher que namorou por mais de um ano com o advogado e tem uma filha com ele o denunciou à polícia. Ela declarou que o homem “continua sendo abusivo psicologicamente”.
A ex-namorada disse que o advogado ficou irritado quando a mulher pediu para ele pagar uma dívida que fez no nome dela.
Ela afirmou que ficou com raiva e o chamou de corno, e ele a xingou de volta. Ela declarou que “se descontrolou” e arrancou o óculos dele e jogou no chão. A mulher afirmou que “vem sendo provocada e humilhada por Eduardo há muito tempo, por isso teve esta reação violenta”. Ela registrou o boletim de ocorrência após o advogado denunciá-la à polícia pelo episódio.
Procurado pela reportagem, o Eduardo Castro afirmou que “nenhum dos três [boletins de ocorrência] foi verdadeiro, nem evoluiu e nem gerou investigação, ou processo criminal, pelo contrário, todos os três foram arquivados por falta de qualquer prova, não teve sequer uma conduta minha e nenhuma lesão”.
“Um é um caso com a mãe da minha filha, no qual eu fui agredido, e ela quebrou meu óculos. E os outros dois de uma ex-namorada que tentou me prejudicar”, declarou. Ele disse que registrou boletim contra a ex-namorada por denunciação caluniosa e enfatizou que nunca respondeu a “nenhum processo criminal”.
Entenda a confusão do Detran
O vídeo que circulou nos últimos dias mostra Eduardo Castro dando ordem de prisão à agente do Detran-DF e ela reage: “O caralho que o parta. É lá que você vai pedir ordem de serviço”. O advogado disse que foi até a blitz para buscar o carro de um cliente que se recusou a fazer o teste do bafômetro.
O homem pede para ela abaixar o tom de voz. Outro agente se aproxima tentando apaziguar a situação, e o advogada declara que ela “é que está errada”.
Veja:
Eduardo Castro registrou o caso na PCDF como injúria. O advogado declarou à polícia que a agente ainda o mandou “se fuder”.





