Vídeo mostra correria após campeão de vaquejada ser morto no Ceará
Darlei Teixeira Vitor, preso na madrugada desta quarta-feira (8) em Quixadá suspeito de matar o campeão de vaquejada Francisco Eudázio Lira Soares, entrou com uma ação na Justiça contra o delegado que o procurava enquanto estava foragido.
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O suspeito, de 55 anos e conhecido como Sasom Boiadeiro, é investigado pelo crime ocorrido em 7 de junho deste ano, em Quixeramobim, no interior do Ceará. O vaqueiro Dadá Guedes, apelido de Francisco, foi assassinado com golpes de faca momentos após a vítima ganhar o 1º lugar na competição.
Após ser ferido, a vítima caiu do cavalo e derrubou o troféu, que quebrou. O vaqueiro chegou a ser socorrido pelos colegas e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito fugiu em uma motocicleta.
Uma câmera de segurança do rancho onde o crime aconteceu registrou a correria após o assassinato do campeão de vaquejada.
A filha de Darlei Teixeira Vitor enviou um relato à TV Verdes Mares em que alega que o pai atingiu a vítima com uma arma branca para se defender de um ataque, no qual "ele (Darlei) teve a clavícula quebrada pois passaram por cima dele com um cavalo". A lesão teria impedido o suspeito de se entregar à polícia antes, pois ele teria receio sobre a recuperação no presídio.
"Quanto aos fatos, a realidade é completamente outra da que foi divulgada. O acusado nunca exigiu divisão de premio, ele ser quer participava da disputada, então de forma alguma ele seria beneficiado ou prejudicado pela divisão do premio", alegou.
"Meu pai tem 56 anos, é réu primário e sem qualquer antecedentes. É um homem extremamente trabalhador, não vivia da vaquejada. Meu pai é pecuarista, cria gado de corte e é caminhoneiro, tem um caminhão boiadeiro, por isso o apelido 'Sasom Boiadeiro'. Tem renda fixa, seu próprio dinheiro e jamais mataria alguém por mil reais como foi divulgado por sites inconsequentes. Ele foi ofendido antes. E o fato já aconteceu distante da pista de vaquejada", defendeu a filha do suspeito.
Família contesta motivação
Dadá Guedes com troféu que ganhou na vaquejada antes de ser morto.
Arquivo pessoal
Inicialmente, uma testemunha relatou ao g1 que o crime teria sido motivado porque o suspeito queria que Dadá Guedes dividisse com ele uma parte do valor ganho na competição, mesmo sem o suspeito integrar a equipe do vaqueiro.
A vítima já havia dividido o prêmio de R$ 2 mil do 1º lugar da competição com outro competidor, ficando R$ 1 mil para cada um.
No entanto, a família de Dadá Guedes contesta essa versão do interesse do suspeito no prêmio da vítima e acredita que Sasom Boiadeiro "agiu com crueldade" com outro motivo, que ainda está sendo investigado pela polícia. segundo os familiares da vítima.
"Esse 'cara' não tinha nada a ver com a premiação, ele não estava correndo com o Dadá. Ele matou por pura crueldade e a gente quer justiça", disse uma parente de Dadá Gudes, que terá a identidade preservada.
Conforme a organização do torneio, antes de ser morto Dadá foi à arena com os outros vencedores para receber o troféu da vaquejada. No entanto, deixou o local antes de pegar o dinheiro, que foi recebido pelo patrão para repassá-lo.
Campeão de vaquejada agradeceu por vitória antes de ser assassinado em Quixeramobim
Dadá Guedes colecionava prêmios na vaquejada e era bastante querido no meio.
Arquivo pessoal
Francisco Eudazio Lira Soares, o Dadá Guedes, de 30 anos, foi morto a facadas após ser campeão de vaquejada em Quixeramobim.
Arquivo pessoal
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