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EUA criticam Brasil por expulsar espião que poderá voltar para Rússia

O governo dos EUA reagiu com forte preocupação e desapontamento à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de autorizar a expulsão do cidadão russo Sergei Vladimirovitch Tcherkasov do território brasileiro.
Apontado em investigações conjuntas da Polícia Federal (PF) e do Federal Bureau of Investigation (FBI) como um oficial de alta patente do serviço de inteligência militar da Rússia, Tcherkasov operava internacionalmente há anos utilizando uma identidade falsa: ele “era” o brasileiro Victor Muller Ferreira.
Em nota oficial divulgada nessa quarta-feira (8/7) pelo Departamento de Estado em Washington, o governo de Donald Trump sinalizou que a repatriação imediata do espião representa um duro revés para os esforços globais de contra-inteligência e para a cooperação jurídica internacional.

O espião Sergey Vladimirovich Cherkasov está preso no Brasil desde 2022.
O MPF arquivou inquérito de espionagem e não viu impedimentos ao pedido de extradição feito pela Rússia.
Russo usava identidade falsa no Brasil quando foi preso.
Decisão final sobre extradição coube ao presidente Lula.

 
“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a decisão do Brasil de permitir que um indivíduo com vínculos conhecidos com a inteligência russa deixe o país&#8221. afirmou o Departamento de Estado.

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