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Cerca de 1,1 mil voluntários e histórias de bravura: conheça a participação do oeste paulista na Revolução de 1932

Segundo Luiz Nelson Disaró, o movimento não foi restrito às elites econômicas. Segundo ele, participaram da revolução comerciantes, trabalhadores, estudantes, industriais, pessoas de diferentes classes sociais, além de negros, indígenas, estrangeiros e voluntários de outros estados que defendiam o retorno da Constituição.
O coronel também explica que o Batalhão Constitucionalista de Presidente Prudente atuou na Frente Sul, na divisa com o Paraná, enquanto outras frentes de combate se concentraram em divisas como as com os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Voluntários de Presidente Prudente atuaram na Frente Sul, na região de Ourinhos; foto está exposta no museu
Stephanie Fonseca/g1
Militarmente, a revolução terminou com o armistício de 2 de outubro, quando São Paulo já não tinha condições de manter os combates por falta de munição, armamentos, medicamentos e alimentos.
Para Luiz Nelson Disaró, apesar da derrota militar, parte dos objetivos do movimento foi alcançada posteriormente com a convocação da Assembleia Constituinte e a elaboração de uma nova Constituição.
"De certa maneira, São Paulo conseguiu o que queria, né? Que era a volta da Constituição", diz.

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