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Grande Ilha de São Luís registra mais de 360 assaltos a ônibus nos primeiros seis meses do ano, diz SSP

Insegurança preocupa motoristas e passageiros de ônibus da Grande Ilha de São Luís
Reprodução/TV Mirante
Em 18 anos de profissão, o motorista Carlos Alfredo da Silva afirma que já foi vítima de assalto seis vezes durante o trabalho. Ele lembra que as situações foram marcadas por momentos de desespero e deixaram traumas que permanecem até hoje.
"A gente anda nessas vias, a gente para nas paradas e quando de repente, o individuo entra, anuncia o assalto e é assim qualquer dia", diz Carlos Alfredo.

Nos últimos 15 dias, uma sequência de assaltos a ônibus na Região Metropolitana de São Luís voltou a repercutir nas redes sociais.
Em um dos casos, durante um assalto a um coletivo da linha Socorrão II/Rodoviária, o motorista perdeu o controle da direção e o ônibus bateu em um poste. Imagens gravadas por passageiros mostram os três suspeitos fugindo pela janela do veículo após o crime.
Ônibus bate em poste durante assalto na Estrada da Mata, em São Luís
Além dos motoristas, os passageiros também estão entre as principais vítimas. Muitos relatam já ter perdido celulares, dinheiro e outros pertences durante os assaltos.

"A gente entra no ônibus já amedrontada, porque sabe que, a qualquer hora, pode acontecer um assalto", diz Gisleia Silva, cabeleireira.
Outros afirmam que, mesmo após serem vítimas, deixam de registrar boletim de ocorrência por medo, falta de tempo ou por acreditarem que a denúncia não resultará na prisão dos criminosos.
"Eu não me sinto segura dentro dos ônibus. Eu sempre fico com medo. Teve uma vez que o ônibus em que eu estava sofreu uma tentativa de assalto, quando eu voltava da escola", relembra Marina Coqueiro, estudante.

Passageiros relatam medo e insegurança ao utilizar ônibus do transporte público da Grande Ilha
Reprodução/TV Mirante
Para especialistas em segurança pública, a subnotificação é um dos principais desafios para o enfrentamento desse tipo de crime, já que dificulta o planejamento de ações e a definição de estratégias de combate aos assaltos.
"A consequência disso é que os dados não refletem a realidade dos crimes que ocorrem, comprometendo todo um aparato de políticas públicas de segurança pública que podem ser realizadas", explica Maurício Fraga, criminólogo.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que 2026 possui o menor número de registros de toda a série histórica que começou em 2021. A secretaria diz que a redução é resultado das ações permanentes das forças de segurança.

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