Os torcedores que exageraram no consumo de bebidas alcoólicas para afogar as mágoas da eliminação do Brasil na Copa do Mundo enfrentam o mal-estar da ressaca e precisam adotar estratégias alimentares para acelerar a desintoxicação do corpo nesta segunda-feira (6/7). O problema, provocado pela desidratação e pela sobrecarga do fígado na tentativa de metabolizar o álcool, gera sintomas como dor de cabeça, náuseas e fadiga extrema.
Causa do mal-estar: o excesso de álcool desidrata o corpo e gera o acetaldeído, substância tóxica que causa as dores e o enjoo. Hidratação seletiva: além da água mineral, o corpo necessita de água de coco ou isotônicos para repor o sódio e o potássio perdidos. Nutrição adequada: alimentos leves e frutas ajudam o fígado, enquanto comidas gordurosas e o excesso de café pioram o quadro.
Mito perigoso: voltar a beber não cura a ressaca; a prática apenas adia os sintomas e sobrecarrega ainda mais o sistema hepático.
Hidratação estratégica imediata
O primeiro passo para combater o mal-estar generalizado é focar na reidratação do corpo de maneira inteligente. Como o álcool possui efeito diurético, o indivíduo perde minerais essenciais através da urina, o que acentua a sensação de fraqueza e as dores de cabeça.
Por essa razão, Cibele Santos indica a combinação de líquidos. “Não adianta apenas querer milagres; o corpo precisa de suporte. O álcool desidrata severamente. Não beba apenas água pura; aposte em água de coco ou bebidas isotônicas, que repõem eletrólitos como sódio e potássio perdidos”. explicou a nutricionista.
Combate ao enjoo e benefícios da frutose
Para aqueles que acordaram com o estômago embrulhado, o uso do gengibre surge como um forte aliado natural. A raiz possui propriedades que reduzem significativamente as náuseas e o desconforto gástrico, podendo ser consumida em forma de chá morno ou em pequenos pedaços.
A especialista também aponta as frutas como aliadas no processo de desintoxicação. “Se o estômago estiver embrulhado, o chá de gengibre ou apenas mastigar um pedacinho da raiz é um dos melhores antieméticos naturais. Coma frutas ricas em água e frutose, como melancia, melão ou laranja. Isso ajuda o fígado a processar o álcool restante mais rapidamente”. receitou.
No dia seguinte ao exagero, o indivíduo costuma sentir enjoos, náuseas e dor de cabeça
O que comer e o que evitar
A escolha do cardápio ao longo do dia determina a velocidade da melhora do paciente. O erro mais comum cometido pelas pessoas é tentar consumir refeições pesadas ou gordurosas na expectativa de que isso corte o efeito do álcool, o que na verdade sobrecarrega o estômago já fragilizado.
A nutricionista adverte sobre a escolha dos pratos e o que deve ser retirado do cardápio no dia da ressaca. “Prefira caldos leves, sopas de legumes ou ovos, que contêm cisteína, um aminoácido que quebra o acetaldeído, o grande vilão da ressaca. Evite frituras, excesso de gordura e cafeína em excesso. O café, embora desperte, é diurético e pode piorar a desidratação e a irritação estomacal”. alertou.
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Importância do descanso real
O processo de desintoxicação exige um gasto energético elevado do corpo, tornando o repouso um pilar obrigatório no tratamento da ressaca. A hipersensibilidade visual e auditiva relatada por muitos após o consumo exagerado é um reflexo claro de que o sistema nervoso central está operando em sobrecarga.
Por fim, a profissional reforça que o corpo foi agredido e necessita de tempo para se reestruturar. “Não existe ‘curar a ressaca bebendo mais’. Isso apenas adia a chegada da conta e sobrecarrega ainda mais o seu fígado. O processo de desintoxicação exige tempo e hidratação. Se os sintomas persistirem ou forem acompanhados de dor abdominal intensa, procure ajuda médica”. concluiu Cibele.





