Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Pet com diarreia e perda de peso? Saiba como tratar a giárdia

A giárdia não é um verme, mas sim um protozoário microscópico chamado Giardia duodenalis que coloniza o intestino delgado de cães, gatos e outros mamíferos. A contaminação do pet ocorre pela via fecal-oral, através da ingestão acidental de cistos presentes em águas, alimentos ou superfícies infectadas.
O parasita se instala diretamente na mucosa e adere às células intestinais, prejudicando a absorção de nutrientes. O quadro pode provocar inflamações e má digestão nos animais, exigindo atenção redobrada dos tutores em relação à higiene.

A veterinária Luciana Lara esclarece que a transmissão ocorre quando uma pessoa ingere os cistos, reforçando a importância de lavar as mãos após o manejo de caixas de areia ou fezes na rua.
Reinfecção constante e falhas da automedicação
Muitos tutores enfrentam crises repetidas com o seu pet e acreditam que o parasita ficou resistente. Porém, o problema real costuma estar na persistência ambiental. Os cistos possuem uma parede protetora que lhes permite sobreviver por semanas ou meses em ambientes úmidos, favorecendo a recontaminação
Para quebrar o ciclo, o especialista não recomenda o uso repetitivo de remédios sem critérios e, sim, focar na higienização do lar. O recolhimento imediato das fezes e a lavagem com água sanitária, amônia quaternária ou peróxido de hidrogênio combatem a giárdia no ambiente.
A luz ultravioleta do sol é outra grande aliada, sendo indicado expor caminhas e comedouros já lavados diretamente à luz solar. Além disso, em lares com múltiplos animais que compartilham espaços, o tratamento de todos os pets, inclusive os assintomáticos, deve ser feito de forma simultânea.
Para evitar o contágio do pet, a eliminação dos cistos do parasita no ambiente depende da higienização rigorosa e da exposição das caminhas ao sol
Vacinação e regras de ouro no dia a dia
No mercado, existe uma vacina para cães que atua reduzindo a disseminação dos cistos, mas não impede a infecção e nem elimina o problema. Por isso, a imunização não deve ser a única medida, e o foco principal deve estar no manejo preventivo.
As regras de ouro incluem impedir que o animal beba água de poças na rua, oferecer água potável em vasilhas limpas e recolher as fezes nos passeios. O tutor deve evitar que o pet tenha contato com dejetos de outros animais e manter exames de rotina.
Por fim, a profissional alerta que o uso de vermífugos ou antibióticos por conta própria ao notar diarreia é um erro. A automedicação atrasa o diagnóstico, mascara sintomas e gera falhas terapêuticas que mantêm a giárdia ativa.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore