Empresários brasileiros acompanham com preocupação a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência que discutirá a investigação dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras. O processo pode resultar na imposição de tarifas de até 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.
A reunião é realizada nesta segunda-feira (6/7), nos Estados Unidos, e reunirá representantes do governo americano, integrantes do setor produtivo e Flávio Bolsonaro, que participará na condição de testemunha.
3 imagensFechar modal.1 de 3Senador Flávio Bolsonaro é o principal nome da direita para as eleições deste anoReprodução/Instagram2 de 3Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 3Flávio é o pré-candidato do PL à Presidência da RepúblicaLuis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
A coluna apurou que, nos últimos dias, representantes do empresariado passaram a perceber maior resistência por parte das autoridades americanas nas negociações.
Nos bastidores, o temor é que a disputa política contamine as discussões técnicas e dificulte ainda mais uma solução favorável ao Brasil.
Outra preocupação do setor diz respeito ao documento encaminhado pelo senador ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada.
Na avaliação de integrantes da indústria, a proposta apresentada por Flávio pode enfraquecer a posição brasileira em um dos temas mais sensíveis da negociação: o comércio de etanol e açúcar.
No texto, o parlamentar defende um acordo de reciprocidade total, o chamado modelo “zero a zero”. para as tarifas de importação desses produtos entre Brasil e Estados Unidos.





