Operador financeiro do esquema de lavagem de dinheiro alvo da Polícia Federal (PF) na sexta-feira (3/7), Diego Lameiro (na foto de destaque à direita) é ligado a 17 empresas de fachada. A maior parte delas atua no comércio atacadista de alimentos, sendo que a operação de alho argentino recebe uma atenção especial dos investigados.
A PF interceptou mensagens entre Lameiro e Victor Henrique de Oliveira Shimada (na foto à esquerda), integrante do primeiro grupo de pessoas e empresas do Brasil sancionadas pelos Estados Unidos da América por vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) desde que a facção foi considerada terrorista pelo governo de Donald Trump.
Em uma das conversas, Shimada pede a Lameiro fotos da produção de alho dele em Mendoza, cidade aos pés da cordilheira dos Andes, na Argentina, porque iria se encontrar com um possível comprador.
A PF destaca, em representação enviada à Justiça Federal, que “há inúmeros registros da entrada de forma ilegal no Brasil de alho argentino”.
Na análise das conversas no celular de Shimada e Lameiro, os investigadores encontraram diálogos detalhados sobre negociações de alho.
Movimentação milionária
As empresas em nome de Diego Lameiro movimentaram mais de R$ 4,4 milhões, de acordo com comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) analisadas pela PF.
As 17 empresas foram abertas em 7 meses, entre junho de 2023 e janeiro de 2024. Um dos CNPJs foi fechado em novembro de 2023.





