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Casa de R$ 10 milhões? Richarlison e Tomaz declararam valor bem menor

O atacante Richarlison e seus sócios se comprometeram, em contrato, a pagar R$ 1,1 milhão por uma mansão de 11 suítes em Angra dos Reis (RJ) que voltou a ser notícia depois que o jogador afirmou ter gasto R$ 10 milhões com o imóvel, depois perdido para o advogado Willer Tomaz.
Agora dono da casa com praia exclusiva na região conhecida como Ilha Comprida, Tomaz registrou em contrato ter pago R$ 1,8 milhão pelo direito de uso e, na matrícula do imóvel, informou o custo de R$ 600 mil, somente. Ambos os valores são expressivamente mais baixos do que o de mercado e permitiram ao advogado pagar também valores inferiores tanto de Imposto de Transmissão (ITBI) quanto de Laudêmio, taxa paga à União pela transferência dos direitos sobre um terreno de propriedade da Marinha, como este.
A disputa foi revelada pelo Metrópoles em 2022. A casa, que um dia pertenceu à cantora Clara Nunes, foi adquirida em 2020 por uma sociedade formada pela Sport 70 (empresa de Richarlison e de seu então empresário Renato Rocha Veloso) e pela YTA Consultoria Mercadológica e Empresarial (do hoje conselheiro de contas de Minas Gerais Alencar Silveira), que pagou R$ 1,160 milhão a Ricardo Horácio Campos e Renato Pinto Cunha, que exerciam a posse do terreno.
8 imagensFechar modal.1 de 8A Ilha Comprida fica localizada em Angra dos Reis, a cerca de 3h de distância do Rio de JaneiroArte Metrópoles2 de 😯 imóvel que está em disputa fica localizado em uma área isolada da Ilha CompridaReprodução3 de 8A empresa de Richarlison e seu empresário, Renato Velasco, disputam com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, a posse do imóvelReprodução 4 de 😯 valor da casa é estimado em R$ 10 milhõesReprodução5 de 😯 imóvel tem uma cachoeira que deságua no marReprodução6 de 87 de 88 de 8
Pelo contrato particular, Cunha se comprometeu a desistir de uma ação de manutenção de posse que corria na Justiça local. Isso porque, formalmente, na matrícula do imóvel, ainda constava um registro de cessão de ocupação datado em 1986, para a M Locadora de Veículos e Transporte, uma empresa inativa e com seus sócios já falecidos.
Em 2022, a família do jogador foi pega de surpresa por uma ordem de reintegração de posse, atendendo a pedido do herdeiros dos antigos donos da M Locadora, que haviam se comprometido a vender o imóvel à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, uma sociedade anônima que é dirigida por Tomaz, com a condição de que retomassem a posse da casa.

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