Desenvolvida ao longo de décadas, a computação quântica tem revolucionado a ciência. Em comparação com supercomputadores tradicionais, a tecnologia consegue resolver problemas e cálculos matemáticos de alta complexidade de forma consideravelmente mais rápida.
As ações complexas realizadas pelos computadores quânticos fazem com que eles sejam um alvo tecnológico de muitos países, recebendo investimentos bilionários governamentais e do setor privado. Algumas nações os tratam com ativos importantes para a soberania científica e tecnológica.
O Brasil está na lista dos países que possuem a tecnologia. Em março, a Paraíba recebeu os dois primeiros computadores quânticos operacionais do país. Ambos estão localizados no Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas da Paraíba (CIQuanta) e têm capacidade de 20 e 100 qubits.
“Ter os primeiros computadores quânticos operacionais do país é importante porque ajuda a formar pesquisadores, desenvolver competências nacionais e aproximar universidades e empresas dessa tecnologia”, destaca o físico Rafael Chaves, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) apoiado pelo Instituto Serrapilheira.
Para o físico, o fato do Nordeste ter sido o lar dos primeiros computadores quânticos do Brasil também é essencial. “Isso contribui para descentralizar a pesquisa de ponta no Brasil e fortalecer a região como um polo de inovação”, comemora.
Tecnologia de ponta
Como diz o próprio nome, os computadores avançados utilizam os princípios da física quântica para funcionar. Na computação tradicional, os bits, que podem valer 0 ou 1, são utilizados como unidade de informação. Na quântica, usa-se os qubits, uma unidade de informação que pode variar entre 0, 1 ou ambos, em fenômeno chamado superposição – é por causa dele que a tecnologia tem alta capacidade de realizar cálculos complexos de forma rápida.





