Hospital no topo de morro é interditado por 'risco concreto a pacientes' em SC
O Ministério Público de Santa Catarina recomendou ao município de Correia Pinto (SC) a interdição total do Hospital Faustino Riscarolli no prazo de 24 horas. A unidade fica no topo de um morro, segundo o órgão, onde graves movimentações no solo foram registrados e onde há "elevado risco de deslizamentos". Com isso, todos os pacientes também teriam que ser transferidos.
A prefeitura informou que seguirá a recomendação e os serviços passarão a funcionar, nesta sexta-feira (3), na Unidade Básica de Saúde do Centro. Após as adequações necessárias, a estrutura será transferida para a nova UBS do Bairro Planalto.
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O MPSC detalhou que um estudo técnico da Defesa Civil identificou trincas e fraturas no solo, rupturas na escadaria de acesso ao local e grandes rachaduras na laje de rocha abaixo da edificação, além de outros sinais que evidenciam o avanço da instabilidade do terreno.
A recomendação foi feita na quinta-feira (2), mas divulgada pelo órgão nesta sexta.
A situação se agravou com as fortes chuvas registradas nos últimos dias. A promotora de Justiça Camila da Silva Tognon destacou que a interdição é uma medida urgente para evitar uma tragédia.
“A recomendação tem como único objetivo proteger a população. Os laudos técnicos demonstram que a instabilidade do terreno evoluiu e representa um risco concreto à integridade física de pacientes, profissionais da saúde, visitantes e de todos que circulam pelo local", destacou.
Segundo a prefeitura, o hospital tinha 16 leitos, e todos estavam ocupados.
Terreno do hospital em Correia Pinto apresenta trincas no solo e chances de deslizamentos
Prefeitura de Correia Pinto/Divulgação
MP recomenda plano de contingência
O estudo técnico também concluiu que a instabilidade não se restringe a um ponto isolado, mas compromete uma área mais ampla do terreno.
A Defesa Civil, que acompanha a situação desde 2024, classificou o local como R4 – nível máximo de risco para esse tipo de ocorrência.
O MPSC ainda recomendou que o município apresente um plano de contingência detalhando para onde os pacientes internados serão encaminhados e onde os atendimentos de urgência e emergência passarão a ser realizados.
Também foi recomendado que seja designado um servidor responsável por acompanhar diariamente a execução das medidas adotadas e manter os órgãos públicos informados sobre a situação.





