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Demissão de terceirizados da UFJF impacta funcionamento do Cine-Theatro Central e de museus

Museu de Arte Murilo Mendes foi um dos espaços afetados pelas demissões em Juiz de Fora
Pró-Reitoria de Cultura/UFJF
A demissão de 47 funcionários terceirizados que trabalhavam na Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) impactou o funcionamento de diversos equipamentos culturais da instituição.
Segundo apuração da TV Integração, o Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), o Cine-Theatro Central, o Forum da Cultura, além da Galeria Guaçuí, estúdios e laboratórios utilizados por estudantes do Instituto de Artes e Design (IAD), não funcionam nesta sexta-feira (3).

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Em nota, a UFJF disse que as demissões ocorreram porque a empresa contratada, Stark Service, não apresentou a documentação de regularização junto à Receita Federal e, por isso, a instituição ficou legalmente impedida de renovar o contrato com a empresa.

A universidade ainda afirmou que analisa os impactos e trabalha para que todos os equipamentos culturais voltem a funcionar na próxima semana.
Já a empresa Stark Service explicou que o contrato terminou na quarta-feira (1º) e que deu aviso prévio aos empregados.

Em entrevista com um dos terceirizados, que não quis ser identificado, a TV Integração apurou que os trabalhadores foram pegos de surpresa, já que a previsão de renovação ou cancelamento do contrato era de três anos.

O Diretório Central das e dos Estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (DCE) manifestou profunda preocupação e indignação e afirmou que, "além da grave injustiça cometida contra profissionais que, em muitos casos, dedicaram décadas de suas vidas à universidade, a medida compromete diretamente o cotidiano da comunidade acadêmica do Instituto de Artes e Design e da Faculdade de Comunicação Social".
Notas na íntegra
UFJF
"A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) esclarece que, em relação à demissão dos funcionários terceirizados do setor cultural, a empresa contratada deveria apresentar documentação de regularização junto à Receita Federal para a renovação do contrato. Como essa exigência não foi cumprida em tempo hábil, a UFJF ficou legalmente impedida de renovar o contrato com a empresa. Neste momento, a instituição está analisando os impactos das demissões promovidas pela empresa para adotar as providências necessárias, com o objetivo de minimizar os prejuízos decorrentes dessa situação".
Stark
"A empresa Stark informa que a vigência do contrato firmado com a Universidade Federal de Juiz de Fora encerrou-se em 01/07/2026. Diante da não renovação desse contrato, a empresa deu o aviso prévio aos empregados".
DCE
"O Diretório Central das e dos Estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora manifesta profunda preocupação e indignação diante da demissão em massa de trabalhadores terceirizados que atuavam na Pró-Reitoria de Cultura (PROCULT) e em seus órgãos suplementares.
Além da grave injustiça cometida contra profissionais que, em muitos casos, dedicaram décadas de suas vidas à universidade, a medida compromete diretamente o cotidiano da comunidade acadêmica do Instituto de Artes e Design e da Faculdade de Comunicação Social. A ausência desses trabalhadores e trabalhadoras afeta o funcionamento de laboratórios, atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de colocar em risco o pleno funcionamento de equipamentos culturais fundamentais, como o Cine-Theatro Central e outros espaços que atendem não apenas estudantes, mas toda a população de Juiz de Fora e região.
Os impactos ultrapassam a esfera administrativa. São trabalhadores que acumulam conhecimento, experiência e vínculos com a universidade, sendo parte essencial do funcionamento da instituição. A forma abrupta como ocorreram as demissões evidencia a fragilidade de um modelo de terceirização que transfere para os trabalhadores o peso da instabilidade e da precarização das relações de trabalho.
O DCE reafirma sua posição contrária à terceirização como política de gestão nas universidades públicas. A busca por redução de custos não pode ocorrer às custas da dignidade de quem mantém a universidade funcionando diariamente. Não há ensino público de qualidade sem valorização e estabilidade para seus trabalhadores.
Nos solidarizamos com todos os profissionais demitidos e suas famílias neste momento de insegurança e incerteza. Também informamos que o movimento estudantil já está articulando mobilizações e dialogando com a Administração Superior da UFJF para garantir a continuidade dos serviços nos institutos afetados.
Defender esses trabalhadores é defender a universidade pública. A luta contra a precarização do trabalho também é uma luta em defesa da permanência estudantil, da qualidade do ensino e do compromisso social da UFJF com toda a comunidade".
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