Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Como um hub curitibano colocou o Brasil no mapa global das cidades inteligentes?

Curitiba, 26 de junho de 2026 – Quinze anos atrás, uma ideia que ainda era praticamente desconhecida no Brasil tomava forma em Curitiba: usar tecnologia e inovação para transformar a forma como as cidades funcionam. Hoje, o iCities é um hub brasileiro com sede no Paraná e é referência nacional no ecossistema de cidades inteligentes.
Aliados da gestão pública, a empresa é responsável por missões técnicas, programas de capacitação, projetos institucionais, inteligência de mercado e desenvolvimento de novos negócios, além de eventos com alcance internacional. Esses projetos impactaram indiretamente mais de 1 milhão de cidadãos e 300 municípios em todo o território nacional.

A origem do iCities
A trajetória começou com uma visão estratégica sobre soluções e projetos para cidades, aliada a uma referência clara de sustentabilidade e impacto urbano. "A essência do iCities sempre foi trazer a inovação para a melhoria da qualidade de vida das pessoas através da transformação urbana", afirma Beto Marcelino, fundador e Presidente do Conselho do Grupo iCities.
Essa visão atraiu parceiros com raízes no mesmo propósito. Caio de Castro, que junto a Eduardo Marques, chegou ao iCities em 2015 para compor uma nova fase da empresa, vinha de uma trajetória ligada à sustentabilidade aplicada a residências. "O tema cidades inteligentes veio do tema de cidades digitais, expandindo-se para algo mais macro, que envolve qualidade de vida. Quando vi que soluções sustentáveis podiam trazer bem-estar também para as cidades, me interessei ainda mais", conta Caio, CEO da empresa.
Para Beto Marcelino, a própria nomenclatura carrega um propósito. “Esse ‘iCities’, de intelligent cities, também é quase uma brincadeira com o ‘iPhone’, que é um smartphone”, explica Beto.

Um ano após a fundação, as soluções se expandiram e os eventos se tornaram uma das ferramentas para introdução do tema nas cidades. “Como o mercado ainda não conhecia esse conceito, não havia outra maneira de disseminá-lo que não fosse dessa forma”, explica Caio. Assim, nasceu em 2012 o primeiro Fórum Internacional iCities, que contou com quatro edições anuais antes da parceria com a Fira Barcelona, firmada em 2018.
Eduardo Marques, Beto Marcelino e Caio de Castro.
Reprodução/Redes sociais.
“Começamos com eventos, já tendo no radar soluções de energias renováveis e postes inteligentes com LED. Hoje, o foco evoluiu para uma inteligência muito maior, baseada em dados e análises complexas, como a implementação de digital twins”, complementa.

Inovação a serviço da gestão pública
Eduardo Marques, sócio-conselheiro do iCities, recorda que o interesse pelo setor nasceu ainda na faculdade de engenharia. “Eu estava muito incomodado com a forma como as coisas eram feitas e sempre busquei inovação nos processos. Quando visitei um evento sobre cidades inovadoras da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), em 2010, percebi que o mundo da construção era muito maior e que poderíamos pensar as cidades de um jeito diferente”, conta.
Para o trio, a maturidade das cidades brasileiras transformou o cenário. “Lá atrás, falar em smart cities era algo totalmente desconectado. Hoje, os gestores entendem que cidade inteligente não é só tecnologia, é uma cidade que funciona, que oferece melhores serviços, que gera receita e reduz custos desnecessários”, afirma Eduardo.
Em Curitiba, o iCities participou de projetos de impacto, como o "iCities Kids", que capacitou cerca de 10 mil crianças da rede municipal com conceitos de robótica, mobilidade e sustentabilidade através da construção de uma mini cidade inteligente. “É um projeto que prepara a base das cidades, que são as crianças. Elas é que vão estar no mercado de trabalho nos próximos anos”, explica.
Um dos programas de maior alcance é o projeto de inovação para a gestão pública realizado em conjunto com o Sebrae Nacional, que capacitou 183 municípios em todo o país. Essa expertise em govtechs e políticas públicas também é evidenciada na parceria feita com o hub de inovação do Governo do Paraná, que estrutura soluções tecnológicas, melhorando os serviços, a eficiência administrativa e a qualidade de vida do cidadão.
Além disso, atuou no estímulo à criação de ruas inteligentes, como a Rua Voluntários da Pátria, e na formulação de estratégias para habitação social e revitalização do Centro, provando que a intervenção urbana pode potencializar a economia e a segurança local.
Todos esses projetos contribuíram para que “a prefeitura começasse a olhar de volta para mobilidade, segurança, rotas públicas, saúde e educação”, destaca Beto. O impacto local, no entanto, reflete um movimento muito maior.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore