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Caso Miguel: equipe médica contradiz Conselho Tutelar e diz que bebê foi encaminhado ao Gpaci por conta de ferimento meses antes da morte

Caso Miguel: equipe médica contradiz Conselho Tutelar e diz que bebê foi para Gpaci
Os depoimentos da equipe médica da unidade de saúde que atendeu o bebê Miguel, morto após sofrer agressões físicas e abuso sexual em Sorocaba (SP), contradizem a versão do Conselho Tutelar.

Em oitiva na Câmara Municipal nesta quinta-feira (2), as profissionais de saúde provaram que a criança foi transferida para o hospital do Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci) e o caso foi denunciado no mesmo dia do primeiro atendimento, em 24 de fevereiro de 2026, mais de 100 dias antes da morte do bebê.
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Bebê dá entrada em unidade de saúde morto e com sinais de espancamento e abuso em Sorocaba
Reprodução
A reunião foi conduzida pela Comissão Especial da Câmara, que investiga se houve omissão ou falha na rede de proteção pública do município. O bebê Miguel deu entrada na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Norte no dia 24 de fevereiro e faleceu em decorrência das agressões no dia 1º de junho.
Durante o depoimento aos vereadores, a técnica de enfermagem Gabriela Matos descreveu o estado em que o bebê foi levado à unidade pelo padrasto em fevereiro:
"A criança não estava bem cuidada como um bebê deveria ser. Levei para dar banho por causa da falta de higiene; ele estava com assaduras, mau cheiro, as unhas compridas e manchinhas na testa. Perguntei ao padrasto o que era aquilo e ele disse que o cachorro pulava em cima do menino. Achei estranho e avisei a enfermeira, que acionou a assistência social", relatou a técnica.
Técnica de enfermagem da UPA da zona oeste de Sorocaba (SP), Gabriela Matos, afirma confirmou sinais de maus-tratos 100 dias antes de bebê morrer
TV TEM/Reprodução
A assistente social Ana Paula de Freitas reforçou que a UPH não liberou a criança para voltar para casa com os responsáveis. Ela explicou a linha de ação imediata adotada no plantão.
"Na hora ele precisava ir pro Gpaci, pra ver o machucado que estava ali e, nesse meio tempo, eu já fiz um relatório e notifiquei o Conselho tutelar por e-mail", pontuou a assistente na reunião.

Conforme apurado pela TV TEM, estes devem ser os últimos depoimentos do caso e a expectativa é que o relatório final seja apresentado no início de agosto.

O vereador Roberto Freitas (PL), que é presidente da comissão, destacou que a informação de que Miguel não havia sido liberado era desconhecida pelos parlamentares.
"A nossa visão era de que ela tinha sido atendida na zona oeste e liberada para ir pra casa. Aliás, foi uma crítica que o Conselho Tutelar fez para a unidade da zona oeste e, hoje, a gente identifica que houve encaminhamento para o hospital Gpaci, que realizou atendimento posterior a essa criança", disse.

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