Márcio Poncio com os filhos, o cantor Saulo Poncio e a deputada estadual Sarah Poncio
Reprodução
A deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade) emitiu uma nota dizendo que esta quinta-feira (2) foi um dos dias mais difíceis da vida dela. O pai, o pastor Márcio Poncio, foi preso pela Polícia Federal (PF), na 5ª fase da Operação Unha e Carne.
"Como filha, esse é um dos momentos mais difíceis da minha vida. Tenho absoluta confiança na inocência do meu pai e acredito que ele terá a oportunidade de demonstrar a verdade dos fatos no curso do processo, com todas as garantias asseguradas pela Constituição", afirma o posicionamento.
Nota de Adilsinho
“A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal.”
Nota de Marco Antônio Cabral
“Marco Antônio Cabral recebeu, na manhã desta quinta-feira, um mandado de busca e apreensão, cujo cumprimento ocorreu de forma tranquila, com total colaboração às autoridades.
Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita.
Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.”
A Máfia do Cigarro
Em 2024, o g1 mostrou como agia a máfia do cigarro no RJ. Na ocasião, segundo as investigações, a quadrilha de Adilsinho já controlava ao menos 45 dos 92 municípios do estado. Nessa região, só os maços produzidos pela quadrilha podiam ser vendidos. Quem desrespeitasse corria risco de vida.
Trata-se de um negócio de bilhões: de 2018 a 2023, segundo dados do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), só de sonegação fiscal o mercado do cigarro falsificado deixou de pagar R$ 10 bilhões em impostos em todo o Brasil – mais de R$ 2 bilhões só no Rio de Janeiro.
A marca Gift já era vendida ilegalmente no Rio — contrabandeada do Paraguai e rendendo milhões aos responsáveis pelo crime. Para ter o monopólio da venda ilegal, a máfia do cigarro no Rio passou a falsificar os cigarros em fábricas locais, com mão de obra inicialmente paraguaia — para que os cigarros mantivessem a qualidade daquele país.
Mas a fabricação hoje já é feita por brasileiros. Após produzirem os cigarros, a máfia obriga donos de bancas de jornal e comerciantes a oferecer somente o produto falsificado — e fiscaliza constantemente os pontos de venda.





