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Mulher trans que quebrou iPhone de policial diz ter sofrido transfobia

Isis Thalya Lira Melo, de 19 anos, flagrada furtando o celular de um policial da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) dentro da delegacia na noite dessa segunda-feira (29/6), se manifestou e disse que foi vítima de transfobia e que teve seu próprio celular quebrado por um policial momentos antes. O vídeo da situação dentro da delegacia viralizou rapidamente nas redes sociais.

Isis se manifestou nas redes sociais e, em conversa com o Metrópoles, contou que estava sozinha, dentro do carro de um cliente, aguardando o retorno dele, quando foi abordada por policiais militares.
Segundo Isis, o homem havia a deixado dentro do carro enquanto buscava o pagamento pelos serviços dela. A situação levantou a suspeita da PM de que ela teria roubado o carro e estava dirigindo sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Ela foi encaminhada até a 21ª DP, onde — segundo Isis — o homem que estava com ela, compareceu e confirmou que ela não havia roubado o carro.
Veja: Já sem algemas, a jovem diz que foi alvo de ataques e falas transfóbicas, sendo tratada excessivamente no gênero masculino.
“Eles começaram a me chamar de ele, dele, e aí eu falei, ‘ele não, ela!’&#8220. um dos policiais teria respondido que a trataria conforme está no seu registro de nascimento.
Diante das falas, Isis pegou o celular para gravar e diz que nesse momento, teve o aparelho pisoteado e destruído pelo agente da PCDF.
“Ele quebrou todo o meu celular, chutou e pisoteou, aí eu fiquei louca&#8221. relatou.
Em contrapartida, a mulher arrancou o celular do policial, um iPhone 17 Pro Max, avaliado em R$ 12 mil, e saiu correndo da delegacia, sendo seguida pelos outros agentes. Já do lado de fora, Isis confirma que jogou o smartphone no chão para quebrar.
Segundo a ocorrência policial, a mulher chamou um policial de “macaco” após ser detida novamente. Isis foi solta no mesmo dia.
A Polícia Civil do DF foi procurada para comentar as alegações, mas até a publicação da reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
 

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