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Casal morto em BH: defesa de diarista critica “julgamento antecipado”

Belo Horizonte – A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa sob suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, disse que qualquer conclusão sobre a responsabilidade de Paola na morte do casal deve ocorrer com base em “regular instrução processual” e não de “julgamentos antecipados&#8221.
O advogado Bruno Corrêa também afirmou que a diarista tem histórico de transtornos mentais, internações psiquiátricas e faz uso contínuo de medicamentos prescritos.
“Paola é uma mulher muito trabalhadora. Trabalha como diarista há bastante tempo como forma de custear seus gastos diários. Mas é uma pessoa extremamente debilitada do ponto de vista da saúde. Ela tem um histórico familiar e pessoal muito conturbado, diagnósticos relacionados a complicações no âmbito mental e também um histórico de internações em hospitais psiquiátricos aqui de Belo Horizonte&#8221. afirmou ao Metrópoles.
Sendo assim, a defesa pretende, caso o histórico médico de Paola justifique a medida, pedir à Justiça uma avaliação das condições psíquicas da investigada.

A defesa informou ainda que solicitou, nesta quinta-feira (2/7), atendimento médico no presídio, alegando que Paola está “completamente em choque” após ter sido presa.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança de Minas Gerais (Sejusp) e aguarda um posicionamento.

Filho está com parente
De acordo com a defesa, a equipe ainda aguarda acesso aos prontuários e demais documentos médicos antes de definir os próximos passos do processo.
O advogado também comentou a situação do filho da investigada, de 6 anos, que estava com ela em um hotel em Itabira quando a prisão ocorreu. Segundo ele, a criança permanecerá sob os cuidados de familiares enquanto a mãe responde ao processo.
“O filho da senhora Paola está sob os cuidados de um familiar e continuará recebendo todo o amparo da família&#8221. afirmou a defesa.
Dívida
Outro elemento investigado pela Polícia Cicil envolve a situação financeira da suspeita. Segundo o delegado Felipe Freitas, familiares relataram que ela acumulava dívidas e que parentes chegaram a levantar cerca de R$ 40 mil para quitar débitos com agiotas.
A defesa confirmou que a família assumiu uma dívida, que acumulou por meio de jogos online de azar, contraída por Paola. Conforme o advogado, parentes fizeram um empréstimo para quitar o débito e a suspeita vinha contribuindo regularmente para o pagamento.
“Em relação à dívida contraída pela senhora Paola, a família assumiu essa responsabilidade. Todos fizeram um empréstimo em uma instituição financeira, quitaram esse débito e a senhora Paola estava pagando essa dívida rotineiramente junto com a família, sem maiores problemas&#8221. afirmou.
O que se sabe do crime
O casal  foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira (1º/7).
Segundo a Polícia Civil, a diarista Paola esteve na residência pela primeira vez no dia do crime, após ser indicada por um parente das vítimas para trabalhar no local. Ela foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/7), em um hotel de Itabira, sendo a principal suspeita do assassinato.
A principal linha de investigação é de latrocínio (roubo seguido de morte). Conforme a polícia, o casal foi morto a facadas e objetos como joias, relógios, celulares e cerca de R$ 18 mil em dinheiro foram levados.
De acordo com os investigadores, a suspeita ficou cerca de oito horas no apartamento e deixou o prédio usando roupas diferentes das que vestia ao entrar, carregando sacolas e uma bolsa da vítima. A polícia acredita que as facas utilizadas no crime pertenciam ao próprio imóvel e apura se houve participação de outra pessoa na fuga e na ocultação de provas.
Durante depoimento, Paola confessou o crime e afirmou ter dopado o casal com comprimidos de um medicamento de uso controlado antes dos assassinatos.

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