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Sistema Alto Tietê fecha junho com 50,9% da capacidade e chuva 50% acima da média

Represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba, é a com o nível mais confortável, com mais de 70% de volume útil
g1 / Cauê Adamuz
O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) encerrou o mês de junho com 50,9% da capacidade de armazenamento. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
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As represas registraram 75,5 milímetros de chuva em junho, volume 50% acima da média esperada para o mês. Isso significa que choveu o equivalente a 150% da média histórica para o período.
O volume é considerado positivo para junho, um dos meses mais secos do ano. Em comparação com junho de 2025, quando o sistema registrou 34,4 milímetros de chuva, o aumento foi de cerca de 120%.
Esse volume foi alcançado devido às pancadas de chuva registradas no fim do mês. Somente no dia 23 de junho, o sistema acumulou 31,2 milímetros de chuva em 24 horas, quase o total registrado durante todo o mês de junho de 2025.

Entre os reservatórios, a barragem do rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes, é a com o nível mais confortável, com mais de 70% de volume útil.
Já a barragem Biritiba, em Biritiba-Mirim, é a com o nível mais preocupante, com apenas 28,5% de volume útil.

Sistema Cantareira
Apesar do cenário positivo para o Spat, o restante do estado não está com tanta água disponível. O sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passou a operar em uma faixa de alerta nesta quarta-feira (1°).
A mudança ocorre porque o sistema encerrou o mês de junho com 39,87% do volume útil, abaixo do limite de 40% previsto nas regras de operação definidas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas.

Sistema Cantareira opera com níveis baixos
Reprodução/TV Vanguarda
A mudança não significa racionamento nem redução imediata do abastecimento, mas limita a quantidade de água que a Sabesp pode retirar diariamente do Sistema Cantareira. ➡️ Vale lembrar que nenhuma cidade do Alto Tietê é abastecida pelo sistema Cantareira.

A medida faz parte das regras de operação adotadas após a crise hídrica de 2014 e busca preservar o volume dos reservatórios durante o período de estiagem.
Neste período de inverno, a falta de chuvas afeta constantemente todos os mananciais do país, então o racionamento é sempre uma recomendação durante os meses com menos precipitação.
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