Dirigentes do PDT descartam lançar uma chapa alternativa com um nome de centro ao governo de São Paulo. A candidatura era desejada pelo pré-candidato petista Fernando Haddad e aliados diante da avaliação de que uma terceira via poderia tirar votos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e levar a disputa ao segundo turno.
Os dois nomes, do petista e do republicano, são os únicos anunciados até agora como pré-candidatos, o que pode fazer da eleição de outubro a disputa com menos candidatos desde a redemocratização.
Os pedetistas acreditam que, para ser efetiva, uma candidatura alternativa a de Haddad precisaria fazer cerca de 10% de votos. Na última vez que o partido disputou uma vaga ao Palácio dos Bandeirantes, o candidato foi o prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar (hoje filiado ao Republicanos), que obteve 1,2% dos votos válidos. Além disso, a sigla diz que não teria um nome para oferecer à disputa.
O PDT, assim como outros partidos da aliança no entorno da candidatura petista, está de olho na suplência das candidaturas ao Senado.
As vagas de suplência se tornaram atrativas para a centro-esquerda, já que as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) podem voltar ao governo federal em uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No PDT, o principal nome é de Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Em 2020, Neto foi candidato a vice-prefeito da capital paulista na chapa de Márcio França (PSB), que foi derrotado por João Doria (à época no PSDB). Nesta semana, França foi escolhido como vice de Haddad na disputa estadual.
As conversas ocorrem diretamente entre o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e Haddad. Outro pedetista que pode figurar entre os suplentes é Marcelo Barbieri, que foi Secretário de Relações Institucionais do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).
O principal argumento do PDT é que o partido não está contemplado na chapa majoritária encabeçada pelo PT, com dois nomes do PSB (França e Tebet) e um da federação PSOL-Rede (Marina Silva).





