Suprema Corte dos Estados Unidos.
Evelyn Hockstein / Reuters
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (30) que os estados podem proibir a participação de meninas e mulheres transgêneros em esportes escolares e universitários femininos.
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O tribunal, que é de maioria conservadora, entendeu que as proibições estaduais em Idaho e na Virgínia Ocidental não violam a Constituição nem a lei federal conhecida como Title IX (Título IX), que proíbe a discriminação sexual na educação.
Com isso, caíram decisões de tribunais inferiores que haviam dado razão a estudantes transgênero que contestavam as proibições.
O juiz Brett Kavanaugh, autor da opinião da maioria, escreveu que "os estados podem manter os esportes femininos e para meninas reservados a pessoas do sexo biológico feminino".
Agora no g1
Mais de duas dezenas de outros estados governados por republicanos aprovaram proibições semelhantes para atletas transgênero em competições femininas, e a decisão da Suprema Corte deverá se estender a essas leis.
A decisão, no entanto, deixa sem resolução os processos judiciais que contestam leis e regulamentos estaduais em Connecticut, na Califórnia e em outros lugares que permitem que atletas transgênero participem de competições de acordo com sua identidade de gênero.
Vitória para Trump e guerra cultural
A decisão é uma vitória para o presidente dos EUA, Donald Trump, que advogava pelo banimento total e, em 2025, assinou um decreto para proibir a participação de atletas transgênero em eventos esportivos femininos em escolas e faculdades.
A discussão também tem um pano de fundo ideológico por influência de um conservadorismo que tem influenciado as políticas públicas de Trump desde que ele retornou à Casa Branca, no início de 2025.





