“Quem fez o parto foram dois pediatras e enfermeiros. O médico [da UPA] falou: 'Meu Deus, não tinha me preparado para fazer um parto'. Eles improvisaram tudo, usaram biombos para garantir a privacidade, e graças ao suporte deles o bebê nasceu bem, apesar de estar com o cordão enrolado no pescoço”, contou Karinny.
Após o nascimento, Marcela e o bebê foram transferidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Dona Regina para que os procedimentos referentes ao parto fossem finalizados. A transferência ocorreu devido à falta de estrutura técnica da UPA para realizar o atendimento completo.
Equipe da UPA Sul usou sala de emergência para nascimento de bebê
Reprodução/Arquivo pessoal de Marcela Silva
A família questiona a postura dos profissionais da maternidade estadual. Marcela relatou que, ao chegar no hospital vinda da UPA, teria ouvido comentários sobre o fato de o parto ter ocorrido em uma unidade de pronto atendimento. "Ficaram questionando por que o parto não foi concluído lá, inclusive com a retirada da placenta, sendo que na UPA não tinha obstetra", desabafou a mãe.
Na maternidade estadual, Marcela e o recém-nascido permaneceram em observação clínica e passaram por exames de rotina para garantir que ambos estivessem estáveis após o parto improvisado. Após o período de monitoramento e a confirmação de que não havia complicações, eles receberam alta médica na tarde desta segunda-feira (29) .





