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Herança de Pimentel ainda assombra PT de Minas e cobra preço em 2026

Belo Horizonte – O receio da ex-prefeita de Contagem Marília Campos e de parte do Partido dos Trabalhadores (PT) mineiro em lançar uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais é fruto de um “Efeito Pimentel&#8221. em referência a Fernando Pimentel, que comandou o estado de 2015 a 2018, mas que acabou não avançando nem para o segundo turno na disputa à reeleição e deixou o cargo com uma alta taxa de reprovação.
O caso se tornou uma questão dentro da legenda, com essa “herança” de Pimentel assombrando o partido até hoje e dificultando a construção de um palanque competitivo para a campanha de Lula à reeleição.
Os petistas ainda acreditam que os atrasos de salário e na entrega de obras não foram culpa de Pimentel, mas o fato é que a pecha foi colada na sua gestão e foi ferrenhamente explorada por adversários, principalmente o ex-governador Romeu Zema (Novo).
4 imagensFechar modal.1 de 4O pré-candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, em evento da Confederação Nacional da IndústriaLuis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova2 de 4Fernando PimentelAgência Brasil3 de 4Presidente LulaRicardo Stuckert / PR4 de 4Marília Campos (PT-MG)Reprodução/Instagram
“O Zema ficou oito anos jogando a culpa de tudo que era ruim ou que dava errado no governo dele no Pimentel&#8221. lamentou um filiado, que admite que a estratégia funcionou e ainda cobra um preço dos petistas.
Com a derrota traumática em 2018, a sigla deixou de lado a construção de um nome viável para a disputa ao Executivo nos pleitos que se seguiram.
A medida, segundo uma fonte interna, foi motivada por resultados ruins dos quadros petistas na disputa de 2022, o que abriu espaço para uma aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), e acabou não ocorrendo até agora.
Apesar de Marília Campos ter aparecido com mais de 20% numa pesquisa interna recente, seguida dos deputados Rogério Correia e Reginaldo Lopes, ambos com pouco mais de 10% das intenções de voto, o entendimento é de que a situação ainda tem poder de afetar a disputa.
Campanha da Marília
A campanha de Marília Campos afirmou que, devido à última experiência do partido no Palácio Tiradentes, é mais prudente que busque uma frente ampla junto a outras legendas e apoie alguém de fora da federação PT, PV e PCdoB.
“Nossa experiência no governo de Minas não foi bem sucedida; e por isso mesmo não devemos ter protagonismo na candidatura a governador. Nosso candidato deve ser de um partido de centro; devemos apostar na constituição de uma frente ampla&#8221. afirmou o coordenador de pré-campanha da petista, José Prata, por meio de nota.
Esta posição é vista por parte da militância como correta. O entendimento é de que a campanha ao Senado está caminhando bem e que mudar os planos para o governo estadual é correr o risco de sofrer com antipetismo e com a “herança” do Pimentel.
Após um início de pressão de muitas alas do PT para que Marília aceitasse a missão de ir ao Executivo, alguns petistas vêm fazendo sinalizações em favor dela, principalmente nas redes sociais, como é o caso do deputado federal Miguel Ângelo, da deputada estadual Bella Gonçalves e da pré-candidata deputada estadual, Moara Saboia.
“Se a gente entrar com qualquer candidatura, que não tem a estrela do PT no peito, a gente tem muito mais chances. Mesmo que o Lula esteja no palanque, tem muito mais chance de ir pra frente do que com uma candidatura petista&#8221. afirmou um interlocutor.
Até mesmo filiados que viam com certa resistência um possível apoio ao ex-presidente da Câmara de BH Gabriel Azevedo (MDB), já se mostram mais conformados com a possibilidade. O emedebista é o nome favorito de Marília para ser apoiado ao Executivo mineiro.
“É loucura o PT hoje não abraçar essa candidatura do Gabriel&#8221. apontou um filiado.
O petista ainda argumentou que, na disputa municipal de 2024, o PT chegou a apoiar candidatos do PP e do PSDB, inclusive fazendo parte da mesma base do Partido Liberal (PL). Na época, a legenda soltou uma nota falando que as relações eram decorrentes da dinâmica política local.

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