O câncer de pâncreas está entre os tumores mais agressivos e, mesmo após cirurgia e quimioterapia, pode voltar em parte dos pacientes. Um estudo conduzido por pesquisadores da Northwestern Medicine, nos Estados Unidos, indica que um exame de sangue mais sensível pode ajudar a identificar quem tem maior risco de evolução desfavorável ao encontrar sinais microscópicos do tumor que passam despercebidos pelos testes tradicionais.
A pesquisa foi publicada nesta terça-feira (30/6), na revista científica Clinical Cancer Research, e acompanhou, entre 2020 e 2024, 106 pacientes com câncer de pâncreas localizado, quando a doença ainda não havia se espalhado para outros órgãos. Todos passaram por quimioterapia antes da cirurgia para retirada do tumor.
Esse tipo de câncer ocorre quando células anormais crescem e se multiplicam no pâncreas, formando um tumor.
Entre os principais sintomas da condição, estão: dor abdominal ou nas costas, perda de apetite e perda de peso involuntária, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras, coceira na pele, indigestão e fadiga.
Dependendo do estágio da doença, o câncer de pâncreas pode ser tratado por meio de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Não há medidas específicas para prevenir o câncer de pâncreas, porém evitar o tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade são boas alternativas para diminuir o risco da doença.
Para os autores, os resultados mostram que combinar as duas técnicas pode melhorar a identificação de pacientes com maior risco de progressão da doença e ajudar a orientar o acompanhamento após o tratamento.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a estratégia ainda precisa ser confirmada em estudos maiores antes de ser incorporada à rotina dos hospitais.





