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‘Vini Jr. chegou’ para ser ‘herói dos brasileiros’: artilheiro do Brasil é destaque na imprensa internacional

Vini Jr
REUTERS/Paul Childs
O atacante Vinícius Jr. é destaque da imprensa internacional na véspera do jogo do Brasil contra o Japão no mata-mata da Copa do Mundo. As duas equipes entram em campo nesta segunda-feira (29) em Houston, nos Estados Unidos.
O camisa 7 é o artilheiro do Brasil na Copa, com quatro gols.
O jornal britânico Guardian publicou um artigo intitulado: "Os torcedores brasileiros estavam esperando que Vinícius Jr. fosse seu herói. Ele chegou."
"Vinícius agora parece feliz vestindo verde e amarelo; ele foi eleito o melhor jogador da partida nos três jogos da fase de grupos", afirma a reportagem.
"Depois de marcar um gol e dar uma assistência contra o Haiti, ele marcou duas vezes contra a Escócia. Não fosse a intervenção do VAR, ele teria se tornado o primeiro brasileiro a marcar um hat-trick (três gols em uma partida) em uma Copa do Mundo desde Pelé, em 1958."
"Ele salvou o Brasil com um momento de brilhantismo contra o Marrocos, marcando o tipo de gol que vem fazendo aos montes no Bernabéu há anos. O Brasil foi criticado após aquela atuação, mas, desde então, passou a jogar com mais leveza, vencendo o Haiti e a Escócia por 3 a 0 e terminando na liderança do grupo."
O jornal também sugere que Vini Jr. pode estar se beneficiando das pressões sobre o técnico Carlo Ancelotti para escalar Neymar e Endrick.
"Talvez o foco em Neymar esteja jogando a favor de Vinícius. Ele pode simplesmente seguir seu trabalho enquanto o técnico lida com perguntas sobre Neymar e também sobre a jovem sensação Endrick", diz o jornal.
"Quando entrevistamos Vinícius há seis anos, ele disse: 'Espero poder fazer com que todo brasileiro torça por mim um dia'. A cada grande atuação nesta Copa do Mundo, ele se aproxima desse objetivo."
O jornal Financial Times também destacou o papel central do atacante em uma reportagem intitulada "Como Vinícius Jr. se tornou fundamental para o sonho do Brasil na Copa do Mundo".
"A Seleção vive à sombra do seu passado. É apenas quando a bola chega ao atacante brasileiro Vinícius Jr. — autor de quatro dos sete gols da equipe até o momento — que os torcedores são trazidos de volta ao presente", escreve o jornal.
"Este time é construído em torno de Vini. Até mesmo a capacidade do Brasil de superar o Japão, em Houston, na segunda-feira, depende em grande parte desse jogador fundamental."
O Financial Times diz que Vini é "moldado na Europa" e "não é um jogador da tradição do 'futebol-arte' brasileiro, como Neymar, mas sim um atleta mais direto: um ponta que corta da esquerda para dentro para finalizar com a perna direita".
"Antes deste torneio, Vini era uma figura periférica na Seleção Brasileira, com apenas nove gols em 49 partidas pela equipe nacional. Por quase uma década, a Seleção foi construída em torno de Neymar — um armador que gostava de receber a bola no pé, deixava as tarefas defensivas para os outros e articulava ataques lentos e elaborados, o que reduzia os espaços para a velocidade de Vini", escreve o jornal.
"No entanto, Ancelotti construiu esta nova equipe em torno de seu querido pupilo. O técnico, taticamente flexível, sempre estrutura seus times para realçar as qualidades de suas estrelas."
Segundo o jornal, Vini Jr. tem 3,06 "gols esperados" — uma métrica estatística que mede a probabilidade de uma situação específica resultar em gol — a mais alta já registrada por um jogador em uma Copa do Mundo, segundo a provedora de dados Opta.
O jornal descreve como o Brasil de Ancelotti joga em função de Vini Jr.
"A velocidade de Vini é mais perigosa quando ele tem espaço para disparar. Por isso, a equipe de Ancelotti — de forma incomum para o Brasil — busca o contra-ataque. O Brasil monta uma barreira com nove jogadores, permite que até adversários de menor expressão, como Haiti ou Escócia, fiquem com a bola e os desafia a construir um ataque. No instante em que um passe sai errado, Matheus Cunha e Rayan iniciam a pressão e acionam Vini."
O Financial Times também destaca que Vini "enfrenta mais racismo do que, possivelmente, qualquer outro jogador de futebol".
"De forma absurda, ele é frequentemente culpado pelas ofensas que recebe das torcidas na Espanha e em outros lugares, sob a alegação de que suas danças junto à bandeirinha de escanteio após os gols, de alguma forma, 'provocam' tais reações. No entanto, o Brasil e Ancelotti — que deixou o Real Madrid para comandar a seleção brasileira — sempre o apoiaram."
O jornal espanhol Marca afirmou que Vini Jr "protagonizou um dos momentos mais emocionantes da Copa do Mundo fora de campo".
"O atacante do Real Madrid se emocionou no programa Domingão com Huck ao ouvir uma mensagem de sua avó Nilza, figura que marcou sua infância e a quem ele permanece ligado em cada passo de sua carreira", escreveu o jornal espanhol.
"No auge de sua forma com a Seleção Brasileira, o ponta mostrou que por trás do jogador que lidera a Seleção existe uma pessoa com sentimentos profundos."

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