Mais de 3 mil brasileiros receberam, em março, benefícios acima do teto previdenciário do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que é de R$ 8.475,55.
Ao todo, no mês de junho a União pagou aproximadamente R$ 45,3 milhões mensais a pouco mais de 3.500 segurados. No ano, o valor pago pelo governo é de mais de R$ 500 milhões. Os dados foram obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI).
O teto do INSS é o valor máximo que um segurado pode receber em benefícios pagos pela Previdência Social, como aposentadorias, pensões e auxílios. O teto também serve como referência para a contribuição previdenciária dos trabalhadores que recebem remunerações mais elevadas.
Aposentadoria por tempo de contribuição, custa R$ 11,2 milhões;
Pensão por morte previdenciária, custa R$ 8,4 milhões;
Pensão por morte por acidente de trabalho, custa R$ 6,6 milhões;
Pensão por morte de anistiados políticos, custa R$ 4,1 milhões;
Pensão por morte de ex-combatente, custa R$ 4 milhões;
Pensão vitalícia para vítimas da talidomida, custa R$ 3,4 milhões;
Pensão por morte de ex-combatente marítimo, custa R$ 1,7 milhão;
Aposentadoria de anistiados políticos, custa R$ 1,2 milhão;
Aposentadoria especial, custa R$ 1,08 milhão;
Aposentadoria por incapacidade permanente acidentária, custa R$ 881,8 mil.
Os aposentados anistiados políticos, por exemplo, recebem, em média, R$ 21,3 mil por mês, valor equivalente a cerca de 2,5 vezes o teto previdenciário vigente.
Piso do INSS
De acordo com o órgão, mais de 12 milhões de benefícios têm valor superior ao piso nacional, que é de R$ R$ 1.621,00.
Já pessoas no grupo de quem recebe apenas o piso estão aproximadamente 21,9 milhões de pessoas.
Confira as alíquotas de contribuição ao INSS para trabalhadores, que é o que vai definir o benefício pago:
7,5% para quem ganha até R$ 1.621,00;
9% para quem ganha entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84;
12% para quem ganha entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27;
14% para quem ganha de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55. Quem pode receber acima do teto do INSS?
Anistiados políticos, ou seja, pessoas reconhecidas pelo Estado como vítimas de perseguição política durante a ditadura militar podem receber aposentadorias e pensões especiais previstas em legislação própria;
Militares que participaram da Segunda Guerra Mundial e seus pensionistas têm direito a benefícios previstos em leis específicas;
Pessoas afetadas pela síndrome causada pelo medicamento talidomida recebem pensões especiais de caráter indenizatório;
Beneficiários de decisões judiciais, já que algumas revisões determinadas pela Justiça podem elevar o valor de aposentadorias e pensões além do teto do INSS;
Segurados com vantagens incorporadas por lei, como determinadas categorias que possuem regras próprias de cálculo ou parcelas adicionais previstas em legislação específica.
3 imagensFechar modal.1 de 3Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social. Edfício sede do INSS. Fachada do INSS. Setor de autarquia sulRafa Neddermeyer/Agência Brasil2 de 3INSSVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto3 de 3Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Angela Macario/Getty Images





