Em Ponto entrevista Luis Henrique Guimarães, CEO da Cosan
A Cosan, dona ou sócia de empresas como Raízen e Compass, informou nesta segunda-feira (29) que avalia vender uma participação que possui na empresa de logística Rumo.
A operação ainda está em fase inicial, e a companhia ressalta que não tomou qualquer decisão sobre a realização da transação nem sobre o formato de um eventual negócio.
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A empresa também confirmou a contratação do BTG Pactual como assessor financeiro. Segundo a Cosan, a análise faz parte de sua estratégia de reduzir o endividamento e otimizar sua estrutura de capital.
Qual o objtivo da Cosan com a venda?
Cosan
Divulgação
O principal objetivo da Cosan é reduzir seu endividamento. No último balanço, a holding registrou uma dívida expandida de R$ 11,5 bilhões e um prejuízo de R$ 1,583 bilhão. Se conseguir fortalecer sua situação financeira, a empresa poderá beneficiar seus negócios no longo prazo.
Caso venda sua participação de 20,33% na Rumo, a Cosan transformaria parte de um de seus ativos mais valiosos em dinheiro. Com os recursos obtidos, poderá pagar parte da dívida, diminuir as despesas com juros e fortalecer sua estrutura de capital.
No entanto, tudo dependerá do tamanho da participação vendida. Se negociar apenas uma parte da fatia e continuar como principal acionista ou mantiver o controle por meio de acordos societários, a Cosan poderá seguir influenciando a gestão da Rumo.
A possibilidade de venda já repercute no mercado financeiro. O Citi retomou a cobertura da Cosan com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,50 para as ações, o que representa um potencial de valorização de 19,58%.
Na avaliação do banco, a companhia avançou na estratégia de redução da dívida com a possível venda de ativos. Nesta segunda-feira, as ações da Cosan (CSAN3) recuavam 2,39%.




