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Ativistas são barrados com bandeira LGBTQIA+ no gramado do Congresso

O grupo Estruturação denunciou uma abordagem considerada abusiva da Polícia Legislativa durante ato simbólico realizado na manhã deste domingo (28/6), no gramado do Congresso Nacional, em Brasília. A intervenção fazia parte das atividades do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ e consistia no hasteamento de uma bandeira de 50 metros com as cores do arco-íris.
Segundo Michel Platini, presidente do Estruturação e ativista de direitos humanos, cerca de 20 integrantes do grupo participaram da ação, que, segundo ele, havia sido previamente comunicada aos órgãos responsáveis.
Veja vídeo: 

“Durante a semana, informamos que faríamos o hasteamento, como fazemos tradicionalmente em algum ponto da cidade. No último ano escolhemos a área central de Brasília, na Rodoviária do Plano Piloto. Neste ano, por ser um espaço de representação política, decidimos fazer o hasteamento no Congresso Nacional. É algo muito simples, simbólico, sem criação de estrutura ou montagem de equipamentos&#8221. afirmou.
De acordo com Platini, inicialmente o grupo comunicou a realização do ato à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), que orientou que o Congresso Nacional também fosse informado. O ofício, segundo ele, foi encaminhado com antecedência.
O ativista relata que, logo após o grupo abrir a bandeira no gramado, equipes da Polícia Legislativa chegaram ao local e impediram a continuidade da manifestação.
“Encontramos uma recepção um pouco ostensiva demais. A Polícia Legislativa se colocou contra de forma muito violenta diante de um grupo pequeno, justamente em um dia que simboliza o início do movimento LGBT no mundo, que nasceu de uma resistência à violência policial. Parecia que estávamos vivendo Stonewall novamente&#8221. declarou.
Segundo ele, os policiais teriam afirmado que o trabalho da corporação era impedir a realização da intervenção e alegaram que o grupo não possuía autorização para permanecer no local.
“Eles diziam que não tínhamos autorização para fazer aquilo, mesmo a gente tendo informado previamente sobre essa manifestação pacífica. Era uma intervenção que duraria poucos minutos&#8221. informou.
Platini afirma ainda que os manifestantes chegaram a se ajoelhar para demonstrar que o ato era pacífico. “Chegamos a nos ajoelhar para mostrar que estávamos em paz. Mesmo assim, os policiais ameaçaram prender a gente caso continuássemos com a manifestação.”
“Símbolo de respeito”
Para o presidente do Estruturação, a ação tinha caráter exclusivamente simbólico e representava uma mensagem de acolhimento à população LGBTQIAPN+.
“A gente estava lá para simbolizar a data. As cores do arco-íris representam um sinal de que aquele lugar respeita a comunidade. Vindo de um espaço como o Congresso, esse tipo de resistência e agressão faz a gente reviver momentos de violência policial contra a população LGBT.”
Segundo Platini, após cerca de dez minutos no local, o grupo deixou o Congresso Nacional e seguiu com as atividades programadas para celebrar a data no Eixão do Lazer.
Com 32 anos de atuação no Distrito Federal, o Estruturação é uma das organizações mais antigas de defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+ na capital federal.
O outro lado
A reportagem procurou a Câmara dos Deputados e o Senado Federal para esclarecer a atuação da Polícia Legislativa. O espaço segue aberto para manifestação.

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