Ao longo de sua costa, o Brasil abriga os únicos sistemas de recifes do Atlântico Sul. Entre as espécies mais comuns existentes, estão quatro espécies corais-de-fogo do gênero Millepora, sendo três delas endêmicas do nosso país.
O problema é que o aumento do aquecimento global tem afetado negativamente a existência dos seres marinhos, considerados importantes para o equilíbrio do ecossistema costeiro.
Para se ter uma ideia do impacto, em abril, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atualizaram a situação dos corais na Lista Nacional de Espécies Aquáticas Ameaçadas de Extinção. Entre as alterações, estão:
Millepora braziliensis e Millepora laboreli agora são consideradas “criticamente em perigo”, uma posição acima da “extinção na natureza”;
Millepora nitida passou a estar “quase ameaçada”;
Millepora alcicornis, que também é achada no Caribe, agora está “em perigo”.
Pactos internacionais para reduzir as emissões de gases do efeito estufa a fim de diminuir os impactos das mudanças climáticas;
Melhorar a qualidade da água, por meio de saneamento básico, para evitar mais um fator que pode causar o branqueamento;
Aprimorar as regras de turismo em locais de corais para evitar que eles sejam pisoteados.
“Infelizmente, chegamos a um ponto em que estamos mapeando os últimos sobreviventes e começando a pensar em estratégias experimentais de conservação para tentar evitar a extinção dessas espécies”, lamenta Longo.





