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Marinha mantém em operação navio com quase 90 anos de uso

A Marinha do Brasil mantém em operação embarcações incorporadas há quase nove décadas, segundo documento obtido pela coluna. O Monitor Parnaíba, em serviço desde 1937, e a Corveta Caboclo, incorporada em 1955, seguem ativos e figuram entre os meios navais mais antigos ainda utilizados no país.
Levantamento do Comando de Operações Navais indica que a frota em operação reúne navios incorporados entre 1970 e 2025, com “exceções históricas”, como o Parnaíba e o Caboclo. No documento, o comando informa que o primeiro atua exclusivamente em águas fluviais, na Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal, enquanto o segundo realiza missões de patrulha naval, busca e salvamento.
3 imagensFechar modal.1 de 3Monitor ParnaíbaMarinha do Brasil2 de 3Corveta CabocloMarinha do Brasil3 de 3Submarino Humaitá
De acordo com o levantamento, considerando o conjunto da frota, a idade média das embarcações é de cerca de 32,6 anos.
A relação reúne dezenas de navios em atividade, entre eles o navio-aeródromo multipropósito Atlântico, incorporado em 2018, fragatas das décadas de 1970 e 1980, corvetas, submarinos, navios de patrulha, unidades de apoio e embarcações auxiliares. Entre os mais recentes, aparecem os submarinos Riachuelo, incorporado em 2022, e Humaitá, em 2024, além de navios incorporados em 2025.
Sobre a conservação da frota, o documento registra que todas as embarcações passam por um processo contínuo de acompanhamento e planejamento “a fim de assegurar disponibilidade, segurança e capacidade operativa”. O texto também informa que a Marinha busca “maximizar a disponibilidade operativa dentro das limitações orçamentárias existentes”.

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