O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, passou o oponente Flávio Bolsonaro (PL) e abriu 13 pontos de vantagem na simulação de segundo turno. Lula tem 37% das intenções de voto contra 24% de Flávio.
"A abertura de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno está associada a uma perda de tração de Flávio em segmentos fora do núcleo lulista, especialmente entre eleitores independentes. Esse é um dado relevante para acompanhar nas próximas rodadas, porque pode indicar uma mudança no comportamento de grupos menos alinhados ideologicamente", diz Nunes.
Por que a preferência mudou?
A mudança de opinião se deu no contexto de duas notícias:
Caso Master: Flávio Bolsonaro foi flagrado pedindo direito ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro e o chamando de "irmão". A pesquisa Quaest apontou que 65% dos independentes acreditam que o senador sabia das suspeitas de corrupção envolvendo o banqueiro e 67% acham que ele errou ao pedir esse dinheiro.
Tarifaço dos Estados Unidos: Pouco depois de uma visita de Flávio ao presidente americano, Donald Trump, os EUA falaram em aumentar a taxação de produtos brasileiros e anunciaram a classificação de facções criminosas do Brasil como terroristas. Entre os independentes, 41% declararam que Lula defende melhor os interesses do país do que Flávio, e 39% concordam com Lula que as taxas americanas foram uma "vingança" contra o PIX.
Quem são os eleitores independentes
Os eleitores independentes são maioria em quase todas as regiões, principalmente no Sul (34%) e no Sudeste e Nordeste (32% cada).
Além disso, são o grupo mais forte entre quem ganha até cinco salários mínimos, representando 35% daqueles que recebem até dois salários.
O grande desafio para os candidatos, segundo Felipe Nunes, é que esse eleitor está desanimado e apático com a política.
Apenas 10% deles dizem que realmente pretendem ir votar, enquanto o resto pensa em nem aparecer ou votar em branco e nulo.
Nos próximos três meses, até 4 de outubro, além de conquistar a preferência dos independentes, os presidenciáveis têm o desafio de animar esses eleitores a irem às urnas.





