Aparelho de ar-condicionado instalado na janela de um prédio residencial em Nantes, na França, durante a onda de calor que atinge grande parte do país nesta quinta-feira (25).
Stephane Mahe/Reuters
Durante décadas, o ar-condicionado foi visto por muitos europeus como um símbolo de excessos energéticos ou simplesmente um equipamento desnecessário.
Em grande parte do continente, especialmente no norte da Europa, o clima ameno, os altos custos de energia e a preocupação ambiental contribuíram para uma relação distante com a refrigeração artificial. Mas a sucessão de ondas de calor extremas está mudando essa percepção.
Nos últimos anos, temperaturas acima dos 40°C deixaram de ser uma exceção em países como França, Alemanha e Reino Unido. O calor prolongado passou a pressionar sistemas de saúde, infraestrutura urbana e rotinas de trabalho. Em diversas regiões, autoridades têm precisado fechar escolas, emitir alertas e adaptar jornadas laborais para proteger a população dos riscos associados ao calor extremo.
Apesar desse novo cenário, a Europa continua muito atrás de países fora do continente quando o assunto é climatização residencial.





