A apuração investigou suspeitas de fraudes em licitações e contratos de fornecimento de medicamentos em municípios maranhenses ligados à base política do parlamentar.
A terceira é a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (25), que voltou a colocar o deputado no centro de uma investigação. Josimar foi alvo de buscas durante a Operação Afluente, que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado “orçamento secreto”.
A ação dos investigadores apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa. Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão.
Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Posteriormente, esses mesmos valores teriam sido direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.
Segundo interlocutores da polícia, um dos endereços-alvo da operação seria ligado ao próprio deputado, já que Josimar Maranhãozinho aparece como sócio de uma dessas empresas.
Se a participação dos investigados e os fatos forem confirmados, eles poderão responder, segundo a PF, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa.
A ação desta quinta-feira foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Outras investigações
Além das operações, o deputado também foi citado em investigações envolvendo suposta venda ou desvio de emendas parlamentares. Em 2024, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Josimar e outros parlamentares do PL por suspeitas de corrupção passiva e organização criminosa em um caso ligado a recursos destinados ao município de São José de Ribamar.
Em março deste ano, por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Josimar Maranhãozinho e mais duas pessoas, o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente João Bosco (PL-SE), Segundo a PGR, os parlamentares compunham o “núcleo central” da organização criminosa que atuou nas irregularidades com os recursos públicos. Eles são suspeitos de desviar R$ 1,6 milhão de emendas parlamentares. As defesas negaram a participação deles nos crimes.
A Procuradoria-Geral da República apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou, também, que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário.





