Delegado fala sobre prisão de militar da reserva suspeito de matar esposa no PR
Um policial militar da reserva foi preso por ser suspeito de matar a esposa em Cascavel, no oeste do Paraná. Segundo a Polícia Civil (PC-PR), ele acionou o socorro dizendo que ela havia tirado a própria vida com um tiro na cabeça, mas, após a perícia, foram identificadas provas incompatíveis com suicídio.
A morte aconteceu na noite de quarta-feira (24), depois que o casal voltou de um bar, onde estavam assistindo ao jogo entre Brasil e Escócia. A vítima foi identificada como Vanessa Marty, de 44 anos. Ela atuava como escrivã na delegacia da Polícia Federal em Cascavel.
O militar é Júlio César Valteman, de 58 anos. Ele é subtenente da reserva do Exército e foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio. Júlio está preso na Organização Militar do Exército. O g1 tenta localizar a defesa dele.
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Conforme o delegado Ian Baptista de Leão, o militar disse em depoimento que ele e a esposa tinham voltado para a casa para assistir ao segundo tempo do jogo. Ele contou que saiu do carro, ouviu os disparos e, quando voltou ao veículo, encontrou Vanessa quase sem vida e acionou o socorro.
"Ele disse que escutou os disparos no momento em que ele estava fora do veículo e depois retornou e verificou que ela estava quase sem vida e respirando com dificuldade", informou Leão. O delegado informou que Vanessa morreu com um tiro na cabeça e a arma usada no disparo era de Júlio.
Mulher foi encontrada com um tiro da cabeça, dentro do carro, em Cascavel, no Paraná.
Hugo Mendes/RPC
A Polícia Científica foi acionada e periciou a cena do crime. Contudo, segundo o delegado, foram coletadas provas divergem do depoimento de Júlio.
"Os peritos encontraram provas que não são compatíveis com suicídio, como distância da arma e ausência de sinais e efeitos balísticos na vítima, como pólvora, zona de chamuscamento. Quando o tiro é dado de forma próxima, existem alguns fenômenos físicos que atingem o corpo da vítima. E esses elementos não foram verificados no momento da apresentação da ocorrência", disse o delegado.
Leão informou que imagens de câmeras de segurança cedidas pelo militar, mostram que o tiro aconteceu dentro do carro e Júlio teria demorado cerca de três minutos para verificar a situação. Segundo o delegado, a câmera fica voltada para a rua, por isso não registrou o momento do tiro, somente os sons.
O vídeo não foi divulgado pela polícia. O casal tem uma filha e estava junto há cerca de 15 anos. Conforme Leão, vizinhos relataram que o casal tinha brigas constantes. Delegado afirma que nenhuma hipótese será descartada e o caso continuará sendo investigado.





