Família denuncia exclusão de criança autista em quadrilha junina de escola, em João Pessoa
Arquivo Pessoal
A família de um aluno autista de 12 anos denunciou nas redes sociais que a criança foi excluída de uma apresentação de quadrilha junina realizada na Escola Municipal Índio Piragibe, em João Pessoa, apesar de demonstrar interesse em participar da atividade.
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Ao g1, o padrasto do menino, Flavio Cunha, contou que a criança comentava em casa que estava ensaiando para a apresentação da escola, que aconteceu na última sexta-feira (19). Segundo ele, a mãe recebeu a informação de que a turma não faria apresentação.
“Ele chegava em casa dizendo que estava ensaiando para a apresentação da escola, tanto que a mãe fez um vídeo e mandou para o professor dele. Nessa ocasião, foi informado que a turma dele não faria apresentação. A escola informou que não estava tendo ensaio e que não haveria apresentação para a turma dele”, disse.
Agora no g1
De acordo com Flávio, apesar da informação de que a turma não participaria da quadrilha, a mãe levou a criança apenas para acompanhar o evento. Durante a festa, ela percebeu que a turma do menino entrou para se apresentar e decidiu retirá-lo do local.
“A mãe levou ele para acompanhar a festa e sentou nas arquibancadas. Quando descobriu, na hora, que haveria a apresentação sim da turma dele, achou por bem retirá-lo da festa junina para que ele não presenciasse a turma se apresentando. Não registramos Boletim de Ocorrência, mas fomos orientados pelo próprio Ministério Público da Paraíba a procurá-lo”, afirmou.
A família informou que deve ir ao Ministério Público nesta sexta-feira (26) para formalizar a denúncia. O padrasto disse ainda que avalia se o menino permanecerá estudando na escola. Segundo ele, o caso está sendo analisado com cuidado e a família pretende solicitar uma reunião com o conselho escolar e a direção da unidade.
Em nota, a Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa informou que mantém o compromisso com a educação inclusiva e afirmou que as festividades juninas foram organizadas para garantir a participação dos estudantes. A secretaria disse ainda que a gestão da escola entrou em contato com a família para ouvir as preocupações e manter o diálogo.
No entanto, a família afirma que não recebeu contato da escola ou da secretaria após o ocorrido e que aguarda um posicionamento.
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